Publicado 27 de Março de 2015 - 14h28

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O nível do Sistema Cantareira subiu 0,2 ponto percentual entre quinta e sexta-feira e saltou de 18,2% para 18,4% segundo boletim diário divulgado pela Sabesp. Considerando a nova medição adotada neste mês, que inclui os volumes mortos na capacidade total do sistema, o nível do Cantareira subiu de 14,1% para 14,3%.

A alta foi a 21ª consecutiva nas represas, que abastecem 5,6 milhões de pessoas na Região Metropolitana e 3 milhões na região de Camp0inas.

As chuvas recebidas em março já superaram a média histórica para o mês em 6,6%, mas não chove diretamente nas represas desde o dia 24. As altas se devem a contribuições de rios que desaguam nos mananciais.

Apesar das elevações, a situação ainda é delicada. Há um ano, o nível estava em 14% do volume útil e ainda não contava com os dois volumes mortos adicionados em maio e outubro.

A chuva que caiu nos últimos meses conseguiu recuperar apenas a segunda cota do volume morto. Para cobrir a primeira cota do volume morto, o sistema precisa chegar a 29,2%, ou seja, 0% do volume útil.

Essas chuvas permitiram a recuperação de uma das cotas da reserva técnica do Cantareira, também conhecida como volume morto, e o sistema caminha para a recuperação da outra cota da reserva técnica.No entanto, o Sistema Cantareira em 2015 está operando num volume 60% abaixo do que ele estava no mesmo período de 2014. Com base nesses dados, o Consórcio PCJ tem indicado para que as ações de racionalização do consumo persistam na comunidade das Bacias PCJ e do Alto Tietê, onde está a Grande São Paulo, e que toda as iniciativas possíveis de serem implantadas à curto prazo para reservação da água de chuva sejam implantadas imediatamente.

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