Publicado 26 de Março de 2015 - 19h12

Por Adagoberto F. Baptista

Fotos Dominique (Bombeiros procurando no córrego Piçarrão)

“Estou aqui, sentado com a bíblia no colo, orando a Deus para que encontrem minha esposa. A cada minuto que passa a angústia aumenta”, disse na tarde de ontem Willian de Barros, de 35 anos, marido de Érika Rodrigues, de 38 anos, desaparecida há dez dias após seu carro cair no Córrego Piçarrão, em Campinas, durante forte chuva na segunda-feira, dia 16.

O analista contábil contou que foi pessoalmente no Corpo de Bombeiros de Campinas, na última sexta-feira, quando soube que as buscas pela psicóloga haviam sido suspensas. “Não é possível, nem mesmo a bolsa dela acharam”, indigna-se. Na segunda-feira (23) duas equipes de Campinas voltaram a buscar pela vítima, a partir do ponto em que o carro Ford Ka foi encontrado, no Jardim Miranda.

Desde o início da semana, dois bombeiros do 16º Grupamento, de Piracicaba, seguem com as buscas no Rio Capivari, entre os municípios de Monte Mor, Capivari e Rafard. Até o momento nenhuma novidade sobre o paradeiro da vítima. Os bombeiros já percorreram pouco mais de 30 quilômetros “batendo” as margens do Capivari. As equipes passaram por Elias Fausto, Rafard, Capivari e Mombuca. O nível do Capivari baixou dois metros, mas mesmo assim, de acordo com o sargento Nascimento, a vegetação do rio dificulta o trabalho dos bombeiros.

Na manhã de ontem duas equipes de Campinas continuavam as buscas no Córrego Piçarrão. Usando roupas especiais, a corporação informou que o fato do nível da água ter baixado nos últimos dias pode ajudar a encontrar alguma pista sobre a mulher, grávida de três meses. Até o momento, nenhuma peça de roupa, bolsa, documentos foram encontrados.

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Adagoberto F. Baptista