Publicado 26 de Março de 2015 - 16h12

Por Adriana Leite e Silva

O Aeroporto Internacional de Viracopos é o primeiro terminal no Brasil a contar com uma estrutura móvel de Tratamento Térmico (HT, sigla em inglês) focada na avaliação fitossanitária da madeira bruta nos canais de importação e exportação. Foram investidos R$ 2 milhões na estrutura.

O serviço é realizado em parceria com a Move Brasil, empresa especializada e credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo da iniciativa é diminuir em até 90% o uso de brometo de metila (MB, sigla em inglês), que é o método mais utilizado no País. O uso do brometo prejudica o meio ambiente.

De acordo com a Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária que administra Viracopos, além das vantagens ecológicas, o HT é mais ágil e seguro. O serviço é prestado 24 horas por dia nos sete dias da semana. Em nota, o diretor Comercial do aeroporto, Aluizio Margarido, informou que "o tratamento fitossanitário é um procedimento de liberação rápida e eficaz de mercadorias, com uma tecnologia extremamente moderna, observando a mobilidade, a área de ocupação e a sustentabilidade”.

De acordo com determinação legal, toda a madeira bruta utilizada em embalagens, amarrações, suportes e material de acomodação de cargas deve ser fiscalizada pelo Mapa como medida preventiva contra a entrada e disseminação de pragas no Brasil.

Segundo a concessionária, todas as cargas que utilizam madeira bruta passam pela inspeção do Mapa. Em média, 6% do total são condenadas e precisam de tratamento fitossanitário. A Aeroportos Brasil Viracopos informou que a nova estrutura móvel é composta por um caminhão, uma câmara móvel e inflável, e um módulo autônomo de aquecimento de ar. A capacidade diária é de 240 metros cúbicos.

Em nota, o diretor da Move Brasil, Murilo Aranha, afirmou que "com esta nova opção de tecnologia, Viracopos passa a ser um dos aeroportos mais seguros do país no combate à entrada de pragas quarentenárias que podem ser encontradas na madeira bruta. Além de agilizar a logística de carga dos clientes”. (AAN)

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Adriana Leite e Silva