Publicado 25 de Março de 2015 - 20h51

Por Inaê Miranda

FOTOS: Leandro Ferreira

Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) chamou de “intempestiva” a greve dos professores estaduais, decretada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) no dia 13 de março. A afirmação foi feita durante visita a Campinas para entrega de um helicóptero que será utilizado pela Polícia Militar para atendimentos de urgência. “A greve é o último recurso que você utiliza. Não tem sentido em uma secretaria que é aberta ao diálogo. Não tem sentido fazer uma greve de maneira intempestiva, decidida dentro de um movimento político, no dia 13 de março. Embaixo do vão do Masp. Para fazer contraponto à manifestação do dia 15. Não é adequado”.

Durante a visita do governador, um grupo de professores levou cartazes reivindicando aumento salarial para os docentes. Em Campinas, o movimento já tem uma adesão de 30%, segundo balanço sindicato. Os professores buscam mobilizar o restante da categoria e a comunidade em reivindicação por melhores salários e condições de trabalho. Eles pedem aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, conversão do bônus em reajuste salarial, reabertura das classes e períodos fechados; desmembramento das salas superlotadas, máximo de 25 alunos por sala desde o primeiro ciclo do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

Os docentes pedem ainda o fim da duzentena e da quarentena – período em que os professores da Categoria O devem ficar afastados da sala de aula. Ontem à tarde os professores fizeram um ato na porta da Escola Newton Pimenta Neves, na Vila Aeroporto, com a participação de alunos e pais. "O ato tinha o objetivo de colocar a comunidade a par da nossa luta e denunciar o que a gente está passando: desvalorização, salários rebaixados, além da precarização do ensino causada pelo descaso como a educação é tratada. Essa é uma luta que deve ser de todos nós”, afirmo Eduardo Rosa, diretor da Apeoesp. O ato, segundo ele, reuniu cerca de 150 pessoas. Os professores circularam com carros de som, expondo as demandas da educação. Às 17h houve a concentração na porta da escola.

Hoje, a categoria se reúne na sede da entidade para assembleia regional e na sexta-feira devem participar de uma assembleia estadual na Capital. Na próxima terça-feira (31) representantes da entidade serão recebidos pelo governo e a expectativa é chegar a um acordo.

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