Publicado 25 de Março de 2015 - 17h35

Por Adagoberto F. Baptista

Fotos: Janaina

Gustavo Abdel

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Uma casa construída ao final da Rua Carolina de Oliveira, no bairro Satélite Íris I, em Campinas, “trava” o acesso de moradores de três quarteirões para o lado oposto do bairro. Eles precisam dar uma volta de quase dois quilômetros para acessarem a rua debaixo, chamada Padre Jean Jobar, e onde estão concentrados os comércios do bairro. Após inúmeros pedidos feitos para a Prefeitura e à políticos que representam aquela região, passados mais de 15 anos o imbróglio da construção na passagem continua, e os moradores garantem que o imóvel está construído de maneira irregular.

A casa construída sobre a rua está vazia. “Essa casa é fruto de invasão, e não respeitaram a via pública. Aqui era trajeto de ônibus, mas não passam mais por causa da falta de acesso”, apontou a boleira Solange Maria Vicente Ferreira, de 59 anos.

Até a metade de fevereiro um terreno localizado na metade da Rua Carolina de Oliveira era utilizado pelos moradores do referido logradouro como acesso oficial para a rua Jean Jobar. Agora, o dono do terreno do lote 6 começou a murar o espaço e o acesso foi interrompido. “Tenho um bar e muita gente do lado de lá do Satélite usava esse terreno para atravessar. Agora percebi diminuir e muito o movimento no meu negócio”, disse Luzia Ferreira da Silva Domingos, de 47 anos.

De acordo com Solange Ferreira, a irregularidade já foi comunicada para a Administração Regional (AR) 13, mas segundo Solange o abaixo assinado pedindo a retirada do imóvel do meio da rua não foi apurado. “Não temos mais a quem recorrer, e enquanto isso vamos sendo prejudicados”, disse.

A dona de casa Giovana Oliveira, de 30 anos, mora no final da Rua Carolina de Oliveira, próximo ao acesso bloqueado. Com as crianças, inclusive uma de colo, Giovana precisa dar uma volta de quase dois quilômetros para acessar a outra parte do bairro. “Faz muito tempo que a gente reivindica a abertura da nossa rua, mas não nos dão ouvidos”, reclamou a dona de casa.

Levantamento - A Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) informou, por meio de nota, que em fevereiro desse ano publicou edital para a contratação de uma empresa especializada em levantamento planialtimétrico e cadastral por aerofotogrametria, “com especificações técnicas para fins de regularização fundiária”.

Neste novo levantamento, segundo a Companhia, o voo vai ser mais baixo, a imagem será ampliada, fornecendo detalhes de uma determinada área, como por exemplo, as delimitações entre os lotes, quais os materiais utilizados (madeira, concreto, etc.), quais as construções próximas à área objeto do processo de regularização fundiária e outros.

Os detalhamentos vão permitir a Cohab a gerar documentos técnicos para regularizar, além da rua em questão no Satélite Íris I, demais ruas de Campinas. “De qualquer forma, se o levantamento mostrar que a casa está construída em local impróprio, a família deverá ser removida desde que também haja um empreendimento para abrigar essa família e todas as outras que estiverem em condição irregular ou inadequada”.

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Adagoberto F. Baptista