Publicado 25 de Março de 2015 - 17h00

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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A Agência Nacional de Água (ANA) quer reduzir de 2 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 0,5 m3/s a descarga do Sistema Cantareira para a região de Campinas na primeira quinzena de abril e de 13,5 m3/s para 11 m3/s as transferências do sistema para a Grande São Paulo. A medida visa evitar reduções dos volumes de água disponíveis nos reservatórios para poder chegar ao início da estiagem em situação menos caótica do que a que está sendo prevista – o Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) estima que a estiagem chegará sem que o volume morto das represas tenha sido recomposto, faltando ainda 65 bilhões de litros para atingir o zero do volume útil. Hoje o sistema opera com um volume 60% abaixo do que ele estava no mesmo período de 2014

Se o volume de chuvas se mantiver, a região de Campinas terá condições de sobreviver com 0,5 m3/s descarregados nos rios Jaguari e Atibaia – atualmente, embora autorizada a retirada de 2 m3/s, na prática, a região tem recebido 0,45 m3/s e conseguido se abastecer, graças a vazão dos afluentes. São Paulo tem retirado em março, em média, 9,2 m3/s.

A ANA quer que o Daee defina uma metodologia de operação. Segundo o presidente da agência, Vicente Andreu, isso vem sendo reivindicado desde julho, para assegurar a necessária transparência do processo de tomada de decisão. A agência também quer a definição de metas futuras de armazenamento para o cenário de, pelo menos, até 30 de novembro e as propostas de vazões a serem retiradas pela Sabesp e para o PCJ na primeira quinzena de abril.

Até o dia 18 de março, segundo o Daee, a média de entrada de água nos reservatórios ficou em 35,8 m3/s, enquanto a média transferida para São Paulo foi de 9,2 m3/s e para o PCJ, de 0,45 m3/s. Nesse período, houve um acréscimo de 40,7 bilhões de litros ao sistema.

Em janeiro, quando esperadas chuvas significativas que não vieram, houve uma redução significativa do volume disponivel de cerca de 19 bilhões de litros. Em fevereiro ocorreu a primeira reversão de tendência na redução mensal dos volumes do sistema desde o final do Verão de 2013, com o acréscimo de aproximadamente 57 bilhões de litros. Nos primeiros 18 dias de março, o acréscimo foi de 40 bilhões de litros.

De acordo com o Daee, apesar da imprevisibilidade da magnitude dos eventos, a perspectiva para a segunda quinzena de março é da continuidade da tendênca de fevereiro e primeira quinzena de março, com vazões afluentes superiores às saídas total, proporcionando novos acréscimos de volume.

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