Publicado 24 de Março de 2015 - 20h54

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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O Guarani faz hoje um jogo de alto risco. Depois de sair do G4 da Série A2 do Campeonato Paulista, o Bugre se vê proibido de errar e com total obrigação de vencer o Atlético Sorocaba, às 20h30, no Estádio Brinco de Ouro, em partida válida pela 12ª rodada. Sétimo colocado com 19 pontos, o alviverde entra pressionado para fazer o dever de casa, já que qualquer outro resultado distancia o time do grupo de acesso e faz com que a missão de retornar à elite se torne ainda mais complicada. Já o adversário luta por outro objetivo. Depois de perder quatro pontos no Tribunal, o Galo ficou com apenas 8 e atualmente abre a zona de rebaixamento.

Embora sejam dois times que precisem da vitória, o técnico Marcelo Veiga sabe que a pressão e a necessidade recaem muito mais sobre o Guarani. Por isso, já preparou o grupo para as armadilhas que a partida pode apresentar. “Todos os jogos para o Guarani são de alto risco. A gente sabe que não tem outra alternativa que não os três pontos”, admite. “É claro que quando acontece um tropeço as coisas vão para um lado negativo, mas estamos focados no que a gente quer e sabemos o quanto a vitória é fundamental. Espero que em campo o time possa transmitir ao torcedor esse desejo de querer vencer”, completa.

Além do Atlético Sorocaba, o Bugre também mira os próximos compromissos. A equipe almeja nove pontos em três jogos – depois enfrenta Rio Branco e Guaratinguetá – que seriam vitais para deixar a equipe em situação mais cômoda. “Desses três jogos, dois são em casa, e cumprindo a meta ficamos mais próximos da classificação, embora ainda tenha muita coisa para acontecer”, lembra o treinador.

De volta ao time e recuperado de uma pancada no tornozelo esquerdo, o atacante Nunes lembra do momento de definição do campeonato e avisa. “Se a gente pensa em conseguir alguma coisa na competição, tem que engrenar logo. A reação precisa começar. Já erramos demais e não tem mais tempo para isso. É hora de jogar no limite para conseguir as vitórias”, avalia.

O retrospecto como mandante serve de motivação. Em cinco jogos no Brinco de Ouro, o Guarani venceu quatro vezes. Diante de um adversário que luta contra o rebaixamento e deve atuar no erro bugrino, o time conta com esse bom aproveitamento. “Estamos aproveitando bem o fator campo, mas todos os jogos aqui tem sido complicados”, explica Nunes. “São adversários fechados, que vem por uma bola, mas estamos vacinados. E precisamos vencer de qualquer maneira”.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva