Publicado 24 de Março de 2015 - 18h33

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Alenita Ramirez

Motoristas e cobradores do transporte municipal e intermunicipal de Monte Mor decidiram cruzar os braços ontem, em reivindicações a troca do convênio médico e ao pagamento do tíquete-refeição, atrasado há quatro dias. Apenas três ônibus fretado que leva pacientes a Unicamp foram liberados para fazer o transporte. O protesto começou anteontem à noite quando os 45 ônibus escolar não fizeram o transporte de estudantes do período noturno. “Não dá para continuar trabalhando como estamos. O convênio de saúde vive sendo trocado e desde novembro do ano passado recebemos no tíquete atrasado. Isso é um descaso”, reclamou um motorista, cujo nome foi preservado.

Os funcionários prometem ficar parados até que a empresa faça acordo.

Segundo a Prefeitura, ao menos oito mil pessoas, além de 2.371 alunos, foram prejudicadas com a falta de transporte. Através de nota enviada à Prefeitura, a empresa Rápido Luxo considerou a greve ilegítima, já que a empresa não teria sido comunicada, com a antecedência, e que o sindicato impediu que carros extras circulassem ontem no município. E que houve uma reunião entre o advogado da empresa e uma comissão de funcionários, mas não chegaram a um acordo e que a empresa ingressaria na Justiça, solicitando a suspensão imediata da greve.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a empresa foi notificada para que tomasse as providências legais necessárias para que o serviço fosse restabelecido o mais rápido.

A servente escolar Regiane Silva de Oliveira, de 23 anos, era uma das passageiras que esperava um ônibus para Campinas. Ele trabalha em uma escola no bairro Taquaral e foi preciso faltar. “Não tenho como ir para o serviço. Nem sabia que os motoristas estavam de greve? É um absurdo”, disse.

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