Publicado 24 de Março de 2015 - 15h51

Por Milene

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

Um grupo de 70 manifestantes fez ontem um protesto contra a terceirização da Farmácia e do setor de suprimentos do Hospital Mario Gatti e de diversos setores da Prefeitura de Campinas. Em passeata pelo Centro logo após terem feito o ato em frente o hospital, o grupo também se posicionou contrário a contratação de Organizações Sociais para sete áreas da Administração, lei sancionada pelo governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) na última sexta-feira.

Funcionários do Mario Gatti, representantes do Sindicato dos Servidores e de conselhos de Campinas foram até o Paço Municipal para pressionar o governo. O presidente do Hospital, Marcos Pimenta, negou que o setor da Farmácia passa por uma privatização e justificou a contratação da empresa como forma de gerenciar o estoque para evitar o desabastecimento da unidade. Do outro lado, funcionários alegam que o setor foi sucateado e a direção do hospital fez uma escala de trabalho injusta para os servidores.

Questionamento

O Observatório de Gestão Pública do Trabalhador entrou ontem com um mandado de segurança contra a Câmara de Campinas por ilegalidade e abuso do poder no processo de votação do projeto que deu aval para que a Prefeitura de Campinas terceirize serviços em sete secretarias. Segundo informações do observatório que é composto por representantes de diversas entidades de Campinas, não houve qualquer debate sobre o tema com a população.

O observatório informou também que fez o mandado embasado no Regimento Interno da Câmara, que veda a segunda discussão de projetos numa mesma reunião plenária, mesmo que em caráter de urgência, conforme foi feito pelo Legislativo. O projeto foi votado em duas sessões extraordinárias seguidas e, segundo o grupo, isso não poderia ser feito, apenas em casos de calamidade pública.

“Jamais os vereadores poderiam realizar duas reuniões extraordinárias no mesmo dia. Ficando assim patente o abuso e a ilegalidade de duas votações da mais alta relevância para a cidade em duas votações seguidas e sem qualquer divulgação pública”, informou o Observatório em nota.

Também em nota, a Câmara informou ontem que só se manifestará sobre o assunto quando for oficialmente notificada. No entanto, a instituição rechaça veementemente quaisquer acusações de irregularidades ocorridas nas sessões extraordinárias realizadas no dia 16 de março e reforça a Casa age de acordo não só com seu estatuto, mas também com as leis vigentes e de maneira absolutamente transparente. “Ao acusar esta Casa de ter cometido abuso de poder, o Observatório de Gestão Pública do Trabalhador age não só de maneira leviana como caluniosa contra a Câmara Municipal de Campinas”, informou o Legislativo.

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