Publicado 23 de Março de 2015 - 22h25

Por Inaê Miranda

Campinas registrou 313 novos casos de tuberculose em 2014 e um total de 11 mortes. A média dos últimos nove anos, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, é de 28 infectados e de uma morte para cada grupo de 100 mil habitantes. O indicador está abaixo da média nacional, mas ainda é considerado um desafio para a cidade, que trabalha para reduzir o número de novos infectados e manter a adesão do paciente em tratamento ininterruptamente durante o período mínimo de seis meses.

A doença infectocontagiosa é transmitida pelas vias aéreas e provocada pelo bacilo de Koch. Além dos pulmões, pode atingir órgãos como rins, meninges e ossos. Os principais sintomas são a tosse, com ou sem secreção, e emagrecimento acentuado. A doença atinge na maioria das vezes homens. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas, presidiários, moradores de rua, além das pessoas vivendo com o HIV.

Em Campinas, uma parcela dos óbitos está associada a moradores de rua, segundo Maria do Carmo Ferreira, enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Campinas. “Os fatores que pesam são a higiene precária, o fato de não terem habitação, de não se alimentarem bem. Muitas vezes, quando chegam aos centros de saúde estão com a doença avançada e acabam indo a óbito antes mesmo de iniciar o tratamento”, afirmou.

Maria do Carmo ressalta que a doença pode ficar latente durante décadas. “Se a pessoa está há mais de três semanas como tosse, é preciso investigar. Se é fumante, tem bronquite, não importa. Porque uma pessoa pode se infectar hoje e a doença se manifestar na velhice”, afirmou. A tuberculose tem tratamento e cura.

ãÍíCasos de tuberculose em Campinas, entre 2006 e 2014

Ano Casos novos Casos em tratamento Mortes

2006 278 326 16

2007 275 317 12

2008 297 339 19

2009 313 364 13

2010 282 330 8

2011 280 322 7

2012 316 368 11

2013 300 342 18

2014 313 379 11

Escrito por:

Inaê Miranda