Publicado 23 de Março de 2015 - 18h54

ÍíCecília Polycarpo

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A licitação para obra de construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas, foi suspensa. A Secretaria de Administração recebeu pedidos de impugnação de 11 empresas interessadas e a Prefeitura não teria tempo de analisá-las até a entrega das propostas, no próximo dia 31. No projeto base, o teatro foi orçado em cerca de R$ 78 milhões. Todo o custo será bancado pelo governo estadual.

As companhias apontaram divergências entre a planilha orçamentária e memorial descritivo, falta de especificações de materiais, especificações incompletas e ausência de memoriais descritivos de acústica, arquitetura, estrutura de concreto, cenotecnia, áudio e vídeo e instalações elétricas. A licitação tinha ainda projetos de arquitetura divergentes e falta de especificações técnicas em geral, como a forma de pagamento, a formação de consórcio entre empresas, reajuste contratual, entre outros. O secretário de Administração, Silvio Bernardin, espera que os problemas sejam corrigidos até o final semana que vem, quando um novo pregão será aberto.

A concorrência havia sido aberta no dia 26 de fevereiro e esperou meses pela licença prévia ambiental da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ganharia a proposta com menor e propostas técnicas compatíveis ao projeto.

A previsão era que os trabalhos começassem em junho deste ano, com previsão de entrega para dois anos.

O teatro será construído em uma área de 9 mil metros quadrados e terá capacidade para 1.230 pessoas. A empresa vencedora terá que fazer uma operação assistida durante três meses após a conclusão da obra, para acompanhar a instalação dos equipamentos. Entre as exigências, estará competência técnica com demonstração de que a empresa já tenha realizado uma obra desse porte. O projeto tem 18 volumes de plantas.

Projeto

O prédio será feito ao lado de um dos lagos do parque, onde será necessária terraplanagem e corte de árvores. O parque foi municipalizado no final do ano passado e, quando o teatro estiver pronto, seu gerenciamento também será de responsabilidade da Prefeitura.

O projeto é do arquiteto Carlos Bratke, doado pelo grupo Swiss Park, e sofreu algumas alterações para se adequar a área verde. A Prefeitura redimensionou e mesmo com uma redução de 3 mil metros quadrados (original era com 12 mil), a capacidade da sala foi aumentada de 1.200 para 1.230 lugares. A alteração foi necessária para a adaptação do projeto aos recursos que serão disponibilizados pelo governo do Estado.

Para o projeto adaptado foram reduzidos espaços nas áreas de circulação e no foyer - área externa dos auditórios - local ideal para pequenas exposições, realização de coquetéis, coffee breaks, apresentações, vernissage, e outros eventos.

A sala de espetáculo também sofreu mudanças internas para ganhar melhorias acústicas e de qualidade técnica e para atender às necessidades de um teatro de ópera. Inicialmente, o desenho da sala seria no estilo elisabetano (em semicírculo). A Prefeitura pediu para que o novo desenho tenha estilo italiano (em forma de ferradura), mais propício a apresentações operísticas.

A edificação contará com camarins, coxia, cabines para imprensa, camarotes, sanitários, saídas de emergência e estacionamento, além de uma acústica especial para a apresentação de óperas. O palco, de aproximadamente 310 metros quadrados, terá dois espaços abertos em sua parte inferior. Além do tradicional fosso para a orquestra, haverá uma espécie de hall para receber mostras e exposições. O projeto ainda possui outros seis pavimentos: quatro superiores e dois pisos técnicos.