Publicado 23 de Março de 2015 - 18h05

Por Adagoberto F. Baptista

Fotos: Dominique

Gustavo Abdel

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Após dois anos longe de seu lugar de origem, o busto do jornalista e educador Álvaro Ribeiro voltou ao Largo do Pará, no Centro de Campinas. Porém, a peça em bronze foi recolocada sem a placa que identifica como sendo a homenagem a uma das mais importantes figuras da cidade. Reportagem do Correio publicada na última semana de fevereiro revelou que tanto o pedestal como o busto, depois de terem sido derrubados durante a poda de uma árvore na praça, não retornaram ao círculo, que fica voltado para a Rua Duque de Caxias.

Além da falta da placa, as quinas do pedestal de pedra que dá sustentação à peça de bronze estão com pequenas rachaduras. “Voltou para a praça, mas bastante machucada a estrutura. Essa peça estava encostada por lá, e com a reportagem deve ter mobilizado o pessoal para colocar novamente”, relatou o motorista Maurício Barbieri, de 50 anos. Ele mesmo foi autor de um pedido de informação através do canal 156, da Prefeitura, sobre o porquê da ausência da placa com os dizeres “defensor do povo campineiro”.

“Não dá para entender tanto tempo uma referência histórica para uma praça e esse objeto guardado em uma sala. Tomara que a população agora ajude a preservar esse monumento”, relatou o comerciante José Augusto Simão, de 43 anos. O busto de Álvaro Ribeiro foi colocado naquele ponto há 62 anos.

Filho de Maria Augusta e Antônio Joaquim Ribeiro, portugueses, Ribeiro viveu somente até os 53 anos. Porém, fundou dois jornais, participou da fundação de outros dois, construiu e dirigiu um hospital para crianças pobres e dois colégios, o Cesário Motta e o Ateneu Paulista. Foi vereador por sete legislaturas consecutivas.

Sobre a placa, a Secretaria de Cultura de Campinas informou que está fazendo um orçamento para confeccionar a identificação do busto. Segundo a pasta informou, através da assessoria de imprensa, em torno de 45 dias uma nova placa vai ser colocada no monumento. “Estamos fazendo uma consulta na coordenadoria de patrimônio para saber ao certo quais os dizeres que haviam na identificação da placa”, informou a secretaria.

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Adagoberto F. Baptista