Publicado 23 de Março de 2015 - 17h56

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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As chuvas elevaram a vazão dos rios no final de semana, mas as horas de estiagem que se seguiram foram suficientes para provocar uma queda significativa no volume de água. O Rio Piracicaba, que no domingo registrou uma vazão de 267,04 m3/s na região central, sofreu uma redução de vazão para 190,58 m3/s ontem, mas mesmo assim ainda ficou 12,8% acima da média história de março. Já o Rio Atibaia, que no sábado estava com 40,7 m3/s de vazão em Campinas, caiu ontem para 33,8 m3/s e ainda assim está acima da média histórica de março em 12,5%.

O grande volume de água ocorreu em função das chuvas que estão caindo no rio desde a saída do Sistema Cantareira e nos seus afluentes. O maior problema é não poder armazenar toda essa água porque não há reservatórios construídos em Campinas e nem em boa parte das Bacias PCJ. Sem isso, a água da chuva que chega ao rio Atibaia segue para o Rio Piracicaba que deságua no Rio Tietê, que por sua vez deságua no Rio Paraná e depois no Rio da Prata (na Argentina) e vai parar no mar. “A água que não seguramos aqui vai parar na Argentina”, disse o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Lahoz.

O sistema está liberando pouca água para as Bacias PCJ desde o ínicio do período chuvoso, para poder aumentar as reservas nas barragens. São apenas 0,45 m3/s descarregados na bacia, sendo 0,30 m3/s no Atibaia e 0,15 no Rio Jaguari.

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