Publicado 27 de Março de 2015 - 5h30

Um menino de 10 anos disse que foi obrigado por um adolescente a ingerir LSD — droga que causa alucinações — dentro de uma escola municipal de Sumaré anteontem à tarde. O aluno passou mal e precisou ser internado. O caso foi registrado como ato infracional pela Polícia Civil na madrugada de ontem e será investigado pelo 3 Distrito Policial (DP) da cidade.

Segundo a polícia, o menino contou que o adolescente não estuda na escola e que exigiu que ele ingerisse dois comprimidos da droga durante o intervalo, no período da tarde. Os pais não quiseram falar com a reportagem, mas um conhecido da família contou que, quando a avó do garoto foi buscá-lo na escola, funcionários teriam dito apenas que o menino havia ingerido “uma balinha”. O garoto teve febre e alucinações e foi socorrido no Pronto Atendimento (PA) do bairro Matão, onde foi medicado e ficou em observação. Ele já teve alta. Os pais só souberam que o filho tinha ingerido a droga depois que ele passou mal e contou o que tinha ocorrido.

A direção da escola, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que a “balinha” teria sido oferecida na saída da escola, no fim da tarde, por um aluno que veio de outra cidade e ingressou recentemente na instituição. Disse ainda que, assim que soube do caso, convocou a família do estudante, que junto com ele, foi advertida para que não levasse mais nenhum tipo de bala à escola. Um das balas foi que estava com ele foi retida. O doce foi descrito pela direção como comum, industrial, sabor hortelã, do tipo que parece uma película e que se desmancha na boca e que, visualmente, não se difere em nada de outros encontrados em estabelecimentos comerciais. Quanto à família do aluno que passou mal, a escola informou que orientou que a qualquer sinal de anormalidade, ele deveria ser levado novamente a uma unidade de saúde.

De acordo com a assessoria da OS Pró-Saúde, que administra o Pronto Atendimento do Matão, o paciente deu entrada na unidade apenas às 23h58 de ontem e passou por atendimento imediato. Diante disto, o médico não tem como comprovar o que exatamente a criança consumiu, mas confirmou que ela apresentava agitação e delírio, e cerca de 20 minutos depois já estava recebendo medicação padrão para casos de intoxicação, tendo alta médica em seguida. (Alenita Ramirez/AAN)