Publicado 27 de Março de 2015 - 5h30

“Estou aqui, sentado com a Bíblia no colo, orando a Deus para que encontrem minha esposa. A cada minuto que passa, a angústia aumenta”, disse na tarde de ontem Willian de Barros, de 35 anos, marido de Érika Rodrigues, de 38 anos e grávida de três meses, desaparecida há dez dias após seu carro cair no Córrego Piçarrão, em Campinas, durante forte chuva no último dia 16.

O analista contábil contou que foi pessoalmente no Corpo de Bombeiros de Campinas na última sexta-feira, quando soube que as buscas pela psicóloga haviam sido suspensas. “Não é possível, nem mesmo a bolsa dela acharam”, disse. Na segunda-feira, duas equipes de Campinas voltaram a buscar pela vítima a partir do ponto em que seu carro, um Ford Ka, foi encontrado, no Jardim Miranda.

Desde o início da semana, dois bombeiros do 16 Grupamento, de Piracicaba, seguem com as buscas no Rio Capivari, entre os municípios de Monte Mor, Capivari e Rafard. Os bombeiros já percorreram pouco mais de 30 quilômetros “batendo” as margens do Capivari. As equipes passaram por Elias Fausto, Rafard, Capivari e Mombuca. O nível do Capivari baixou dois metros, mas, mesmo assim, de acordo com o sargento Nascimento, a vegetação do rio dificulta o trabalho dos bombeiros. Na manhã de ontem, duas equipes de Campinas continuavam as buscas no Córrego Piçarrão. Usando roupas especiais, a corporação informou que o fato do nível da água ter baixado nos últimos dias pode ajudar a encontrar alguma pista sobre a mulher. Até o momento, nenhuma peça de roupa, bolsa ou documentos foram encontrados. (AAN)