Publicado 26 de Março de 2015 - 5h30

Três chineses foram presos anteontem à noite, acusados de matar o travesti Patrícia (José da Silva do Espírito Santo), de 27 anos, na área central de Piracicaba, esfaquearem a mão do travesti Grasiela e agredirem outro homem no local.

A mulher que está entre os presos é proprietária de uma pensão. O desentendimento entre os envolvidos, segundo a polícia, teria começado à tarde. Anteontem, às 20h30, houve uma briga e Patrícia foi esfaqueada na barriga, ficando as vísceras expostas. A polícia soube no local que outros travestis haviam sido hospitalizados na Santa Casa. A viatura foi ao hospital e localizou Caroline e Michele, que disseram que haviam se desentendido com chineses donos de uma pastelaria. A confusão se deu, segundo o delegado Emerson Gardenal, porque os chineses alugavam quartos para travesti e estariam extorquindo os que trabalham na rua. Quando um grupo de travestis envolvidos na briga chegou ao Plantão Policial para dar queixa contra os chineses, os três estavam na unidade policial registrando ocorrência de dano contra os travestis, alegando que eles destruíram o comércio durante a confusão. O trio foi preso e na hora da revista, na bolsa da chinesa, havia R$ 2.276,00, uma faca e um caderno com anotações sobre contabilidade. Os chineses não confessaram o crime, mas os travestis feridos os reconheceram como autores do assassinato de Patrícia e dos ferimentos nos demais.

Por se tratar de um crime comum, segundo a Polícia Federal, os acusados irão responder no Brasil, sem extradição. Se houver julgamento com condenação, o juiz irá comunicar a Polícia Federal a qual enviará a comunicação à Secretaria Nacional de Estrangeiros do Ministério da Justiça. (Ana Andrade/Gazeta de Piracicaba)