Publicado 26 de Março de 2015 - 5h30

O projeto da Prefeitura de Valinhos que concedia à iniciativa privada os serviços funerários e a administração do Cemitério Municipal São João Batista foi rejeitado pela Câmara Municipal na noite de anteontem. Foram 11 votos favoráveis e cinco contrários, mas o Executivo precisava de 12 votos para aprovar o projeto. A matéria entrou em primeira votação e foi rejeitada ainda na terça passada. O prefeito teve uma semana para convencer um opositor a mudar seu voto, mas não conseguiu. Léo Godói (PT), Orestes Previtale (sem partido), Israel Scupenaro (PMDB), Gilberto Borges (PDT) e Antonio Soares Gomes Filho, o Tunico (PMDB) se mantiveram contrários à proposta.

Durante o debate do projeto, o grupo favorável ao Executivo lembrou que o cemitério centenário, já tomado por 8 mil sepulturas, não terá espaço para novos jazigos em pouco tempo, e que este problema seria imediatamente resolvido. A concessionária, no caso, poderia construir um cemitério vertical no trecho ainda disponível da gleba, e garantir espaço para sepultamentos.

Mas os discursos não sensibilizaram quem era contra. “Eu não voto em discurso. Voto em projeto. Em nenhum momento a proposta informa que vai haver um cemitério vertical”, disse Tunico.

O arquivamento frustra um plano pessoal do prefeito Clayton Machado (PSDB), que sugere a criação de parcerias privadas para setores essenciais, onde a Prefeitura já não consegue prestar serviços de qualidade. “O Município não tem como arcar com a compra de terreno para a instalação de um novo cemitério. Mas é uma democracia. A minoria decidiu pela maioria”, afirmou. (Rogério Verzignasse/Da Agência Anhanguera)