Publicado 26 de Março de 2015 - 5h30

Equipes da Delegacia de Polícia do Aeroporto Internacional de Viracopos e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas prenderam ontem de madrugada o eletricista Adriano da Silva Dias, de 29 anos, suspeito de ser o motorista do carro usado na fuga dos dois autores do assalto à casa de câmbio do banco Safra instalada no novo terminal do aeroporto, anteontem.

Ele foi detido em uma casa alugada em Mongaguá, cidade litorânea da Baixada Santista, com outras quatro pessoas, que foram ouvidas e liberadas. Na casa de Dias, que fica na região do Jardim Campo Belo, foram apreendidos um colete à prova de balas da empresa de segurança Embrase, que foi confirmado ser da agência por meio da numeração, bem como 14 porções de maconha, 24 pipetas e pequena porção de cocaína. Em outro imóvel do mesmo bairro a polícia localizou o Gol usado no crime.

De acordo com o delegado Oswaldo Diez Júnior, titular da delegacia de Viracopos, assim que tomou conhecimento da ação criminosa, ele solicitou o apoio de uma equipe da DIG. O delegado Carlos Henrique Fernandes, titular da especializada, afirmou que o setor de inteligência levantou suspeitos a partir do modelo de veículo usado e de como os assaltantes agiram. “Nós trabalhávamos na identificação de autores de roubos a agências bancárias, o que nos levou até ele, que já era monitorado”, ressaltou. Além de o colete ter sido encontrado na casa e o carro na vizinhança, o que chamou a atenção da polícia foi o fato de o eletricista ter saído do imóvel momentos antes da chegada da polícia com destino a Mongaguá. Segundo os delegados, ele confessou ter dado fuga aos assaltantes.

“As investigações estão apenas no início. Essa resposta rápida propiciou inclusive a prisão em flagrante”, ressaltou Diez, que em acordo com Fernandes preferiu não divulgar mais detalhes do trabalho para não atrapalhar novas apreensões e detenções, com diligências feitas na região e no Litoral.

Relembre o caso

O roubo aconteceu no fim da manhã da última terça-feira, depois que um criminoso com farda e crachá da empresa Embrase assumiu o posto de um vigilante, inclusive recebendo o revólver calibre 38 usado na segurança. Além do uniforme, o falso vigia chegou a citar o nome do chefe e dizer que estava ali para assumir o turno. Dois minutos depois de tomar o posto, ele liberou a entrada ao comparsa. Juntos eles roubaram cerca de R$ 60 mil dos caixas em dez moedas diferentes, como pesos argentino e peruano, iene, dólar e euro. A ação durou poucos minutos e foi registrada pelas câmeras de segurança do aeroporto e do banco.

Segundo a Polícia Civil, no dia do crime, por coincidência ou não, um vigilante faltou porque estava doente e precisou ser substituído. Os celulares do vigilante que faltou, do que estava trabalhando e do substituto foram apreendidos. A reportagem procurou representantes do banco, da empresa de segurança e da concessionária Aeroportos Brasil, mas eles apenas afirmaram que colaboram com o trabalho da polícia.