Publicado 26 de Março de 2015 - 5h30

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou ontem mais um helicóptero Águia para operações da Polícia Militar em Campinas e região. A prioridade da nova aeronave modelo Esquilo, do Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências (Grau), que custou R$ 10,2 milhões, será o atendimento médico. Assim, o outro Águia poderá ser utilizado principalmente para ações de segurança. O helicóptero deverá passar por pequenas adaptações para receber maca, cilindro de oxigênio e outros equipamentos. A cerimônia de entrega ocorreu no heliponto da PM, no Jardim do Lago.

O esquilo é o 22 helicóptero do grupamento aéreo do Estado. “Ele tem a tecnologia mais moderna para voos noturnos e manobras complicadas”, disse o governador, acompanhado do secretário de Estado da Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

A aeronave AS350 B2, da Helibras, é uma das mais modernas do tipo para segurança pública e defesa. Com painel completamente digital, ela identifica obstáculos em até 300 metros de distância e tem mecanismos para voos noturnos seguros. Ela também é facilmente adaptável para socorro, pois já tem guincho de salvamento externo. “A eficácia da assistência e a rapidez no atendimento faz toda a diferença no salvamento por mortes externas.”

Nos próximos dias, os bancos traseiros da aeronave serão retirados para a instalação de uma placa metálica, usada como maca e onde os pacientes recebem os primeiros socorros depois de resgatados. O equipamento era demanda antiga do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI2), que atende além de cidades da região de Campinas, Mogi Guaçu, Bragança Paulista e Jundiaí.

O Águia de Campinas faz, no mínimo, 40 horas de voo por semana. Muitas vezes, a aeronave é requisitada para duas ocorrências simultâneas, mas precisa dar prioridade sempre aos casos de salvamento. A unidade de Polícia Militar da cidade atende mais de 4 milhões de habitantes da região, desde 1997. Em 2010, ela passou a incluir resgastes em suas funções.

Investigações

Alckmin anunciou também que foi publicada ontem a resolução para disciplinar o procedimento a ser adotado em casos de morte de agentes de segurança no exercício da função ou em mortes de civis envolvendo policiais. O objetivo, segundo o governador, é garantir a eficácia e a transparência na condução dos casos.

A partir da publicação da norma, a equipe que atender à ocorrência deverá preservar o local até a chegada de delegado e realização da perícia. A Corregedoria da Polícia também deverá ser acionado e o Ministério Público, comunicado da ocorrência. Em casos de mortes decorrentes de intervenção policial, a autópsia sempre será feita. As corregedorias terão 120 dias para concluir as apurações administrativas.