Publicado 25 de Março de 2015 - 5h30

Motoristas e cobradores do transporte municipal e intermunicipal de Monte Mor decidiram cruzar os braços ontem para reivindicar a troca do convênio médico e o pagamento do tíquete-refeição, atrasado há quatro dias. Apenas três ônibus fretados que levam pacientes à Unicamp foram liberados para fazer o transporte. O protesto começou anteontem à noite, quando os 45 ônibus escolares não fizeram o transporte de estudantes do período. “Não dá para continuar trabalhando como estamos. O convênio de saúde vive sendo trocado e, desde novembro do ano passado, recebemos o tíquete atrasado”, reclamou um motorista,

cujo nome foi preservado.

Os funcionários prometem

ficar parados até que

a empresa faça um acordo.

Segundo a Prefeitura, ao menos 8 mil pessoas, além de 2.371 alunos, foram prejudicadas com a falta de transporte. Em nota enviada à Prefeitura, a empresa Rápido Luxo considerou a greve ilegítima, já que a empresa não foi comunicada com antecedência, e informou que o sindicato impediu que carros extras circulassem ontem no município. Disse ainda que houve uma reunião entre o advogado da empresa e uma comissão de funcionários, mas não chegaram a um acordo e que a viação ingressaria na Justiça, solicitando a suspensão imediata da greve.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a empresa foi notificada para que tome as providências legais necessárias para que o serviço seja restabelecido. A servente escolar Regiane Silva de Oliveira, de 23 anos, era uma das passageiras que esperava ônibus para Campinas ontem. “Não tenho como ir para o serviço. Nem sabia que os motoristas estavam em greve.

É um absurdo”, disse. (Alenita Ramirez/AAN)