Publicado 23 de Março de 2015 - 5h30

O enterro de Kauê do Rosário Fernandes, de 3 anos e de Elias Moura Santos, de 65 anos, motorista do veículo Meriva envolvido em acidente na tarde de sábado na região do Campo Belo, em Campinas, reuniu cerca de 200 pessoas no Cemitério Parque Nossa Senhora da Conceição, nos Amarais, ontem. A colisão frontal, ocorrida no Km 84 + 500 metros da Rodovia Miguel Melhado Campo, deixou quatro vítimas fatais e outras três feridas, uma em estado grave.

No outro carro, que ficou totalmente destruído, uma Parati, os dois ocupantes morreram no local. O condutor Adilson Neves de Oliveira e a passageira Luciane Donizeti de Souza, ambos de 45 anos, foram enterrados ontem, às 16h30, no Cemitério Parque das Flores.

A mãe do menino, uma das vítimas fatais da Meriva, e enteada do condutor, Ana Alice do Rosário Fernandes, de 26 anos, foi resgatada pelo helicóptero da Polícia Militar e encaminhada ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, onde permanece internada. Segundo seu marido, Antonio Odair da Silva, ela está na UTI e seu estado é grave. O assessor de imprensa do HC não foi localizado para confirmar o estado de saúde da mulher.

O enterro do pequeno Kauê foi acompanhado pelos tios — Deisiane do Rosário Fernandes, de 19 anos e Joel Rezende, de 25 anos — que também estavam na Meriva e receberam alta ontem cedo no Hospital Ouro Verde. A irmã de Kauê, Cauana do Rosário Fernandes, de 1 ano e 6 meses, outra ocupante do banco traseiro do veículo, sofreu ferimentos leves e também foi levada para o Hospital Ouro Verde. Ela teve alta ontem à tarde.

“Estava conversando com a Deisiane quando apaguei. Acordei no hospital e só depois fiquei sabendo da morte de Kauê e do Elias (condutor)”, disse Rezende. O servente de pedreiro desmaiou depois da colisão e só recorda que chovia muito na hora do acidente. O rapaz estava no banco de trás sem cinto de segurança e no choque bateu a cabeça. Teve três pontos na bochecha. Deisiane, sua mulher, ficou com o pé ferido por cacos de vidro.

Maria Pedra do Rosário, viúva de Santos, condutor da Meriva, contou que o marido saiu para colocar crédito no celular e iria abastecer o carro no caminho para o Campo Belo. A família é da região do São Domingos. A mulher sugeriu a ida a um local mais próximo para a recarga, mas Santos queria testar o motor do veículo que acabara de passar por revisão e troca da bomba de combustível.

“Ele (Elias) levou as crianças, as irmãs Ana Alice e Deisiane e o Joel para passear porque seria rápido. Não passou muito tempo e liguei no celular do Joel, daí ouvi a gritaria”, recorda a viúva. Ela foi buscar ajuda e saiu com outro genro à procura da família, quando chegaram ao local receberam a notícia das mortes. “A Ana, antes de ser levada, perguntou para a irmã se o filho tinha morrido. Para poupá-la da dor, Deisiane respondeu que não”, disse a avó de Kauê.

[TEXTO]Na saída [/TEXTO]do enterro Maria Pedra recebeu uma ligação informando que a neta teve alta e que poderia ir para casa. Um dos tios se encarregou da tarefa, já que o pai da menina iria passar a noite no HC da Unicamp acompanhando a mulher. (Sheila Vieira/Da Agência Anhanguera)