Publicado 01 de Março de 2015 - 5h30

O fracasso no recente Sul-Americano Sub-20, no Uruguai, no qual a Seleção Brasileira obteve apenas o quarto lugar, foi decisivo para a CBF mudar o comando da coordenação das divisões de base da entidade. Alexandre Gallo será substituído por Erasmo Damiani, que trabalhava no Palmeiras.

A cúpula da CBF ainda não definiu se vai manter Gallo como técnico da seleção olímpica, função que ocupava desde março do ano passado. Ele, porém, deve seguir com a sub-20, que disputa em maio e junho o Mundial da categoria, na Nova Zelândia. A entidade confirma apenas que o coordenador geral de seleções, Gilmar Rinaldi, está reformulando as seleções de base, fazendo contratações, "que serão divulgadas no momento oportuno".

Damiani começou sua carreira no América-RJ, como preparador físico. Tem passagens por Figueirense e Atlético-PR e é muito bem visto no Palmeiras, onde comandou uma grande reestruturação na base do clube. Ele chegou a ser procurado por Gallo no passado para troca de informações.

O novo coordenador tentará evitar que o projeto da medalha de ouro olímpica naufrague. A CBF se assustou com o desempenho da seleção sub-20 no Uruguai e nem fez questão de esconder isso. Quatro dias após o Brasil ser goleado pela Colômbia e ficar apenas com a última vaga para o Mundial, o presidente José Maria Marin fez críticas públicas a Gallo e às atuações da seleção no Sul-Americano.

Na ocasião, Marin disse que ficou "muito insatisfeito" com a quarta colocação e que queria explicações de Gallo. Não quis, porém, demiti-lo porque seu mandato acaba em abril e deixaria Marco Polo Del Nero, o novo presidente, tomar a decisão. Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", antes do Sul-Americano, Del Nero havia elogiado o trabalho de Gallo.

As mudanças na base da CBF atingem outros profissionais. O auxiliar técnico de Gallo, Maurício Copertino, e o preparador físico Eliott Paes também saem da entidade, assim como toda a comissão técnica da seleção sub-15, que era comandada por Cláudio Caçapa.

Os cortes, porém, não devem atingir a seleção sub-17, que no final de 2014 ganhou dois torneios. (AE)