Publicado 26 de Março de 2015 - 22h49

Por Inaê Miranda

Manifestação dos professores teve o apoio de estudantes de Centros Acadêmicos da Universidade Estadual de Campinas

Leandro Ferreira/ AAN

Manifestação dos professores teve o apoio de estudantes de Centros Acadêmicos da Universidade Estadual de Campinas

Um grupo de professores e alunos da rede Estadual de Ensino de Campinas realizou um protesto na tarde desta quinta-feira (26) por melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

 

Os manifestantes se concentraram no Largo do Rosário e, por volta das 17h, saíram em passeata pelas ruas centrais da cidade até a escadaria do Paço Municipal, onde se uniram a servidores públicos municipais em um protesto contra o projeto que permitirá ao governo contratar organizações sociais, as OSs, em pelo menos sete áreas da Administração. 

Em greve desde o dia 13 de março, os professores pedem aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, conversão do bônus em reajuste salarial, reabertura das classes e períodos fechados; desmembramento das salas superlotadas, máximo de 25 alunos por sala desde o primeiro ciclo do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. 

 

Organizada pelo Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a manifestação dos professores teve o apoio de estudantes de Centros Acadêmicos da Universidade Estadual de Campinas. 

Cerca de 200 pessoas pessoas participaram do ato pacífico. Eles saíram em passeata pelas  avenidas Francisco Glicério, Moraes Sales, Irmã Serafina e Anchieta. Segundo agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, o trânsito ficou lento por aproximação nas imediações do protesto.

 

Os manifestantes carregavam faixas e cartazes e usam um carro de som para fazer as reivindicações e convidar as pessoas para aderirem ao movimento. 

"É um movimento contra os ataques que os professores vem sofrendo do governo, contra o fechamento das salas de aulas. Nós, como estudantes e futuros professores viemos apoiar essa luta", afirmou Karolina Barros Moraes, integrante do movimento Domínio Público e do Centro Acadêmico de Pedagogia. Segundo Eduardo Rosa, diretor da Apeoesp, a greve deve continuar até o governo decidir negociar com a categoria. 

Organizações SociaisNo Paço, os professores se uniram a servidores públicos municipais que ocuparam as escadarias do Palácio dos Jequitibás à tarde para a abertura da campanha salarial e para protestar contra a a contratação das OSs.

 

"Os professores com o movimento Campinas Contra a Privatização estamos fazendo um ato contra as Oss da maneira como foi imposta pela Câmara Municipal e pelo prefeito Jonas Donizette", afirmou Rodolfo Fais, diretor do Sindicato dos Servidores do Serviço Público Municipal de Campinas.

 

A lei permitirá que governo contrate o terceiro setor nas áreas da Saúde, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Esporte, Assistência Social e Ciência e Tecnologia     

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Inaê Miranda