Publicado 26 de Março de 2015 - 6h52

Por Gustavo Abdel

Barraco interrompe passagem no final da Rua Carolina de Oliveira

Janaína Ribeiro/ Especial a AAN

Barraco interrompe passagem no final da Rua Carolina de Oliveira

Uma casa construída no fim da Rua Carolina de Oliveira, no bairro Satélite Íris 1, em Campinas, “trava” o acesso de moradores de três quarteirões para o lado oposto do bairro. Eles precisam dar uma volta de quase 2 quilômetros para acessarem a rua debaixo, chamada Padre Jean Jobar, e onde estão concentrados os comércios do bairro.

 

Após inúmeros pedidos feitos para a Prefeitura e a políticos que representam aquela região, passados mais de 15 anos o imbróglio da construção na passagem continua, e os moradores garantem que o imóvel está construído de maneira irregular. A casa construída sobre a rua está vazia. “Essa casa é fruto de invasão, e não respeitaram a via pública. Aqui era trajeto de ônibus, mas não passa mais por causa da falta de acesso”, apontou a boleira Solange Maria Vicente Ferreira, de 59 anos.

 

Muro

 

Até fevereiro deste ano um terreno localizado na metade da Rua Carolina de Oliveira era utilizado pelos moradores do referido logradouro como acesso oficial para a rua Jean Jobar. Agora, o dono do terreno do lote 6 começou a murar o espaço e o acesso foi interrompido. “Tenho um bar e muita gente do lado de lá do Satélite usava esse terreno para atravessar. Agora percebi diminuir e muito o movimento no meu negócio”, disse Luzia Ferreira da Silva Domingos, de 47 anos.

 

De acordo com Solange Ferreira, a irregularidade já foi comunicada para a Administração Regional (AR) 13, mas segundo Solange o abaixo-assinado pedindo a retirada do imóvel do meio da rua não foi apurado. “Não temos mais a quem recorrer, e enquanto isso vamos sendo prejudicados”, disse.

 

 

A dona de casa Giovana Oliveira, de 30 anos, mora no fim da Rua Carolina de Oliveira, próximo ao acesso bloqueado. Com as crianças, inclusive uma de colo, Giovana precisa dar uma volta de quase 2 quilômetros para acessar a outra parte do bairro. “Faz muito tempo que a gente reivindica a abertura da nossa rua, mas não nos dão ouvidos”, reclamou a dona de casa.

 

Levantamento

A Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) informou, por meio de nota, que em fevereiro desse ano publicou edital para a contratação de uma empresa especializada em levantamento planialtimétrico e cadastral por aerofotogrametria, “com especificações técnicas para fins de regularização fundiária”.

Neste novo levantamento, segundo a companhia, o voo vai ser mais baixo e a imagem será ampliada, fornecendo detalhes de uma determinada área, como por exemplo, as delimitações entre os lotes, quais os materiais utilizados (madeira, concreto, etc.) e quais as construções próximas à área objeto do processo de regularização fundiária, entre outros.

 

Os detalhamentos vão permitir à Cohab a gerar documentos técnicos para regularizar, além da rua em questão no Satélite Íris 1, demais ruas de Campinas. “De qualquer forma, se o levantamento mostrar que a casa está construída em local impróprio, a família deverá ser removida desde que também haja um empreendimento para abrigar essa família e todas as outras que estiverem em condição irregular ou inadequada.”

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Gustavo Abdel