Publicado 24 de Março de 2015 - 20h07

Por Gustavo Abdel

Carro da psicóloga foi encontrado no Córrego Piçarrão

Carlos de Souza Ramos/AAN

Carro da psicóloga foi encontrado no Córrego Piçarrão

Os bombeiros de Capivari percorreram em dois dias cerca de 30 quilômetros durante as buscas à psicóloga Érika Rodrigues, de 38 anos, vítima da enchente e que está desaparecida há nove dias, após ser arrastada com o veículo para dentro do Córrego Piçarrão, no bairro Jardim Miranda, em Campinas. A corporação de Capivari entrou nas buscas na segunda-feira (23), mas até o momento não tem nenhuma pista da psicóloga, grávida de três meses.

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Campinas, a cidade também retomou as buscas na manhã desta terça-feira (24), com o deslocamento de duas equipes para pontos diferentes. A força-tarefa na busca pela vítima começou cedo. De acordo com o sargento da corporação de Capivari, Antonio Geraldo Pereira, dois bombeiros percorreram um trecho de aproximadamente 15 quilômetros.

 

Caminho inverso

 

"Os bombeiros agora vão fazer o caminho inverso, sentido Monte Mor, em continuidade nas vasculhas das vegetações nas margens", explicou. Para Pereira, é impossível a vítima ter sido arrastada para Rafard - município vizinho à Capivari -, pois o rio é interrompido na barragem de Leopoldina. "Não tenho dúvidas de que nos próximos dois dias devemos encontrar a vítima", garantiu o sargento.

 

"As buscas serão reiniciadas amanhã (quarta-feira, 25) às 6h30", informou Pereira.

A corporação de Campinas informou na segunda-feira que as equipes de terra, água e ar, com o auxílio do helicóptero Águia da PM durante três dias consecutivos, percorreram o trecho até o município de Capivari, mas não localizaram a vítima.

 

Sem pistas

 

Nesta terça, por volta das 17h, entretanto, os bombeiros informaram que através de ordem da corporação da Capital as buscas se reiniciaram por volta das 11h em Campinas, com duas equipes novamente vasculhando o Córrego Piçarrão e o Rio Capivari.

De acordo com o marido da vítima, o analista contábil Willian de Barros, nem mesmo a bolsa com cartões de crédito e demais documentos da psicóloga foram achados. Inclusive o cartão pré-natal. "Falta uma semana para ela entrar no quarto mês de gestação", informou o marido na segunda-feira. A bolsa da psicóloga é laranja e tem uns 40 centímetros de largura. A Polícia Civil informou que está investigando o caso.

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Gustavo Abdel