Publicado 23 de Março de 2015 - 10h35

Praça 23 de Outubro, onde está a Torre do Castelo: plantas terão porte compatível para não atrapalhar a visão da Torre e do entorno

Cedoc/ RAC

Praça 23 de Outubro, onde está a Torre do Castelo: plantas terão porte compatível para não atrapalhar a visão da Torre e do entorno

O processo de arborização da Praça 23 de Outubro, onde está localizada a Torre do Castelo, em Campinas, deu mais um passo.

 

Responsáveis pelo projeto, que prevê o plantio de 40 mudas no local, se reuniram com técnicos e engenheiros da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), proprietária da área, para apresentar um esboço e esclarecer dúvidas.

Além do aval da Secretaria do Verde e do Desenvolvimento Sustentável, do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Cultural (Condepacc), que já aprovaram a ação, é necessário que a Sanasa concorde com a remodelação da área.

 

O projeto ainda tem que passar pelo Departamento de Parques e Jardins, da Secretaria de Serviços Públicos, antes de ter 100% de aprovação.

A aprovação do Condepacc é referente ao edifício que é tombado como patrimônio histórico e, a Sanasa, devido a estrutura ser uma caixa d’água e, devido aos encanamentos existentes no terreno da praça. Uma planta que detalha o sistema de canos e tubulações do subsolo será encaminhada, nos próximos dias, aos autores do projeto.

 

Eles já esboçaram os pontos onde cada muda ficará. Por meio dessa planta farão um mapeamento e avaliarão se haverá necessidade de alguma remodelação na distribuição das mudas.

 

A intenção é de que o projeto saia do papel ainda neste ano. A ideia da Secretaria do Verde é que a remodelação no local seja bancada por meio de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com empresas que têm intenção de realizarem projetos na cidade. Ainda não há uma avaliação dos custos para a arborização da praça.

 

“A Sanasa vai avaliar se está tudo certo. Só vamos saber o custo quando estiver 100% aprovado. Com isso, buscaremos o valor, dentro de compensações ambientais, uma que se enquadre no valor necessário”, afirmou o diretor da Secretaria do Verde, Marcos Boni.

 

O projeto que poderá ser implantado no local foi apresentado no meio do ano passado ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), que também aprovou a iniciativa. De acordo com Boni, desde 2006 existe uma imposição do Plano Diretor Municipal que prevê a arborização da praça.

 

“O Condema foi quem teve a inciativa de um projeto como esse que foi levado adiante por representantes do Conselho. É um resgate do cumprimento de uma legislação que nunca foi cumprida”, afirmou.

Estudo

 

O esboço contempla a implantação das mudas no local, mas todas com porte, raiz e altura compatíveis para se encaixar, sem atrapalhar a visão da torre e de seu entorno.

O plano de arborização do local foi feito por dois especialistas da área, a engenheira agrônoma e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Dionete Santin, e também pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Monitoramento por Satélite, Ivan Alvarez.

“O projeto foi desenhado pensando em todos os elementos da praça, desde a torre, os símbolos desenhados na calçada e também no trânsito de veículos do entorno. As espécies de árvores foram pensadas de forma a não conflitar com esses símbolos. Com isso as pessoas conseguem visualizar no nível chão; de cima da torre; terão vista aérea e até em imagens por satélite. Então, não vai esconder e não vai conflitar com nada”, explicou o pesquisador.