Publicado 24 de Março de 2015 - 16h58

Por Luís César de Souza Pinto/Especial para a AAN

Com linhas robustas e ao mesmo tempo refinadas, o HR-V também traz um acabamento caprichado com imitação de couro e partes acolchoadas

Divulgação

Com linhas robustas e ao mesmo tempo refinadas, o HR-V também traz um acabamento caprichado com imitação de couro e partes acolchoadas

O motorista da van que me levou do aeroporto até o hotel onde ocorreu o evento de lançamento do Honda HR-V, em Brasília, nem esperou que eu perguntasse o que ele achava do novo modelo e foi logo dando seu palpite: "Esse vai vender. E muito!".

 

A reação do rapaz da van é compatível com a da maioria das pessoas que conhecem o jipinho pela primeira vez. Com visual arrojado, amplo espaço interno e um completo pacote de tecnologia e conectividade, o HR-V inclui na sua receita os ingredientes que fazem a cabeça do consumidor. Até a sempre cautelosa Honda, aposta que, de cara, seis mil unidades do utilitário esportivo serão emplacadas mensalmente, apesar da retração por que passa o mercado.

 

Fusão

 

Tanto no visual, como na mecânica, o Honda HR-V é uma espécie de fusão de modelos da marca japonesa. Oferece o espaço interno do City; a flexibilidade do Fit, especialmente no que se refere às várias possibilidades de arrumação dos bancos; a robustez de CR-V; e seu motor é o mesmo de Civic (1.8 Flex de até 140 cv). Todas essas características reunidas culminaram em um produto de forte apelo e que também exibe personalidade própria.

 

O impacto visual é marcante, graças aos vincos acentuados da carroceria, que passam sensação de robustez, o desenho das rodas, faróis e lanternas, ao estilo cupê do teto e ainda particularidades que transmitem requinte, como as maçanetas embutidas nas portas traseiras. A parte traseira do veículo apresenta um visual mais elevado, refletindo uma postura forte e robusta.

 

Lado familiar

 

Por dentro, o carro revela seu lado familiar, com espaço generoso. Graças ao 2,61 m de entreeixos e o assoalho traseiro plano o HR-V acomoda os ocupantes com conforto, garantindo espaço de sobra para as pernas de quem está sentado no banco traseiro, como ainda uma boa distância entre a cabeça e o teto. Já o porta-malas, de acordo com a fabricante, comporta bons 437 litros.

 

O acabamento é caprichado, com tecido e couro ecológico nas portas, partes acolchoadas com imitação de costura no painel e console central flutuante, que também conta com couro ecológico nas laterais. Um detalhe interessante é o fluxo diferenciado do sistema de ar-condicionado, mais intenso nas extremidades, próximo da porta, e suave no meio. Entradas USB, HDMI e tomadas 12V são novidades úteis. Pena que estejam colocadas numa posição de difícil acesso, sob o console suspenso.

 

Conectividade

 

Conectividade é outro ponto forte do HR-V: plugando o smartphone é possível navegar internet, bem como reproduzir áudio, vídeo e imagens no sistema multimídia por meio de notebooks, câmeras digitais e celulares ligados por conexão Bluetooth ou pelas entradas USB e HDMI. A central multimídia é fácil de manusear. Sensível ao toque, muda de tela com passadas de dedos como se fosse um iPad.

 

Outro destaque é o sistema RDS vinculado ao GPS, que relata em tempo real o fluxo e acidentes de trânsito sem a necessidade de pareamento com o celular - recurso, por enquanto, só disponível nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

 

Motor

 

O O HR-V tem tração dianteira e vem equipado com o motor i-VTEC 1.8, que adota o sistema FlexOne, dispensando o tanque auxiliar para partida a frio. A potência máxima atinge 139 cv a 6.300 rpm e torque de 17,44 kgfm a 5.000 rpm com a utilização de etanol.

 

Acoplado a esse motor, é oferecida a opção da transmissão CVT, que simula sete marchas (o modelo top ELX vem borboletas atrás do volante para trocas de marchas sequenciais). A versão de entrada (LX) é a única com câmbio manual de seis velocidades, mas nem a Honda acredita no potencial de vendas dessa configuração, que corresponderá apenas a 1% dos modelos fabricados.

 

Se comporta bem

 

O conjunto mecânico do HR-V se comporta bem quando o motorista acelera: é carro ágil no trânsito e seguro em ultrapassagens na estrada, como pudemos comprovar durante o test-drive no lançamento do modelo. A direção é precisa e a carroceria oscila pouco em curvas. Só uma ressalva: quando o motorista crava o pé mais fundo no acelerador, fazendo subir o giro do motor, uma sinfonia estridente invade a cabine. Isso, certamente demandará uma maior afinação do conjunto por parte dos engenheiros da Honda.

 

O HR-V é ainda o primeiro veículo de produção nacional a trazer freio de estacionamento eletrônico, de série e também possui o sistema Brake Hold, que facilita as saídas em pisos inclinados. Quando acionado, mantém o carro parado, mesmo em subidas ou descidas, até o motorista pisar no acelerador.

 

A partir de R$ 69.900 

 

O Honda HR-V tem três anos de garantia e está disponível em quatro versões: LX mecânico (R$ 69.900), LX automático (R$ 75.400), EX (R$ 80.400) e EXL (R$ 88.700) — estes dois últimos também equipados com o CVT. Desde a configuração mais básica, há ar-condicionado, direção elétrica, freio-de-mão elétrico, trio, som com rádio/CD e Bluetooth e controles de estabilidade e tração.

Escrito por:

Luís César de Souza Pinto/Especial para a AAN