Publicado 26 de Março de 2015 - 15h06

Para Claudio Borges, diretor de planejamento da GOL, o novo terminal de Viracopos teve grandes melhorias

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Para Claudio Borges, diretor de planejamento da GOL, o novo terminal de Viracopos teve grandes melhorias

 Na última entrevista da série que o Turismo realizou com empresas aéreas que operam voos internacionais no Aeroporto de Viracopos, a reportagem conversou com Claudio Borges, diretor de planejamento da GOL. A companhia estreou sua operação internacional no terminal campineiro em julho do ano passado, sendo a primeira a operar voos para os Estado Unidos a partir de Campinas e a ter voos diretos de Viracopos para Punta Cana, na República Dominicana.

O executivo avalia como positivos o novo terminal, bem como sua operação. Apesar de satisfeito com o novo aeroporto, Borges acredita que o crescimento de fato do terminal só se dará com a ampliação do número de pistas, obra que consta no projeto original de expansão.

Antes de encerrar esta série, a reportagem convidou a American Airlines a participar da entrevista. A companhia aérea, através de sua assessoria de imprensa, informou que, por decisão de seu escritório em Miami, nos Estados Unidos, não falaria neste momento com o Correio Popular. A American anunciou há cerca de duas semanas a extinção da rota entre Campinas e Nova York, aberta há pouco mais de três meses. Até o momento, a companhia mantém sua operação diária entre Viracopos e o aeroporto de Miami.

Turismo - Após três meses no novo Viracopos, como o senhor avalia a operação no terminal de Campinas?

Claudio Borges - O novo terminal teve grandes melhorias nas instalações e nos processos operacionais, e isso é bastante positivo. A GOL opera nesse novo terminal com os voos internacionais, que têm como destinos os Estados Unidos (Miami e Orlando) e Punta Cana, no Caribe.

Como o senhor avalia a infraestrutura do novo aeroporto? Existem ainda pontos a serem melhorados no terminal?

O sistema aeroportuário tem vários componentes que precisam estar alinhados e em desenvolvimento constante para proporcionar um efetivo crescimento e expansão das operações. Entre os mais importantes podemos citar: o próprio terminal de passageiros, que viabiliza os procedimentos de viagem, embarque e desembarque; o pátio, que permite que os aviões possam estacionar; e o sistema de pista, que controla o fluxo de aeronaves que pousam e decolam do aeroporto. Neste momento, os dois primeiros (terminal e pátio) já foram bem endereçados, mas, seria importante ainda a melhoria na capacidade do sistema de pista. O projeto para ampliação do aeroporto contempla a construção de novas pistas no longo prazo e, desta forma, a expansão do número de operações no aeroporto se mantém limitada até que a nova pista seja construída, ou que haja uma reavaliação desta capacidade.

E o que é mais positivo no aeroporto?

O aeroporto é muito importante para atender toda a demanda do Interior paulista, que vem crescendo ao longo dos anos. Iniciamos nossas operações internacionais em Viracopos em julho de 2014, sendo a primeira companhia aérea a operar voos para os EUA a partir de Campinas e voos diretos para Punta Cana (República Dominicana).

O passageiro que embarca em Viracopos é essencialmente do Interior Paulista ou também da Capital e de outros estados?

A malha da GOL é muito dinâmica e permite que os passageiros que embarcam em Campinas venham de diversas localidades do País, inclusive da Capital. Mas certamente Viracopos atende em sua maioria o publico do Interior.

Uma das reclamações das companhias aéreas estrangeiras que operam em Viracopos é o catering, que vem de Guarulhos. Isso mudou? O catering já é realizado em Campinas?

A GOL possui um fornecedor que faz o abastecimento para a companhia em Campinas.

A sala VIP do aeroporto ainda não foi inaugurada. Para o senhor, esse tipo de serviço é um diferencial que é valorizado pela GOL?

Para a companhia as facilidades operacionais implementadas, de custo, conforto e serviços oferecidos aos clientes, são essenciais para a sua atuação nos aeroportos e determinantes na criação de novas operações.

Com o dólar em alta, o senhor acredita que o interesse do brasileiro pelos voos internacionais continue em crescimento?

Mesmo com a alta do dólar, a médio e longo prazo a demanda deve se manter estável. O turismo para Estados Unidos e Punta Cana, no Caribe, por exemplo, cresceu muito nos últimos anos, sendo hoje um dos destinos preferidos dos brasileiros.

De que maneira a alta da moeda norte-americana afeta o preço das passagens?

A GOL foi a primeira companhia a democratizar o modelo de precificação adotado no País, com isso está em nosso DNA e é o nosso compromisso sempre oferecer a melhor tarifa, a preços competitivos, aos clientes.

Existe uma crença de que voos por Campinas são sempre mais caros do que por Guarulhos. Isso ocorre de fato? Por quê?

Não. As tarifas praticadas pela GOL em todos os aeroportos têm critérios semelhantes e não há distinção. Além disso, o modelo de precificação adotado pela GOL é dinâmico, que pressupõe a maior oferta de assentos a preços baixos e competitivos, a todo momento. Para adquirir tarifas a baixo custo a companhia orienta comprar os bilhetes com a maior antecedência possível.