Publicado 23 de Março de 2015 - 5h00

Por Sarah Brito


Cedoc/ RAC

Símbolo de uma era e construído em estilo grego, o Theatro Municipal de Paulínia recebeu atores e diretores nacionais e internacionais, foi cenário de sucessos do cinema nacional e palco de shows, óperas e peças de teatro. Hoje, recebe espetáculos privados e ostenta paredes com rachaduras e buracos no teto.

 

O teatro é a imagem da crise financeira de Paulínia, cidade que construiu uma política cultural de incentivo ao cinema e às artes, mas cujo Polo Cinematográfico não é mais utilizado pela Prefeitura por falta de verbas públicas.

 

Tudo graças à crise política instalada desde as eleições de 2012 e à série de sete cassações do então prefeito Edson Moura Júnior (PMDB) e as subsequentes mudanças no governo local.

 

Hoje, apenas iniciativas privadas utilizam as instalações, em acordo com a Administração para que, em contrapartida, contrate moradores e gire a economia local. A dívida pública gira em torno de R$ 160 milhões, e faltaram itens da merenda escolar e remédios nas unidades públicas da cidade no último mês.

 

Contas de água, luz e telefone estavam atrasadas. Impulsionada pelo pólo petroquímico, Paulínia tem arrecadação anual de aproximadamente R$ 8 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que motivou, por anos, o investimento em construções grandiosas e faraônicas.

 

O teatro foi inaugurado em 2008, com investimento superior a R$ 50 milhões. O Polo Cinematográfico foi inaugurado um ano depois com investimento de R$ 490 milhões.

 

O complexo possui estrutura com cinco estúdios de gravação, escritório de captação de projetos, shopping, rodoviária e um restaurante. O espaço tornou a cidade conhecida como a “Hollywood brasileira”. 

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Sarah Brito