Publicado 26 de Março de 2015 - 5h00

Por Vanessa Tanaka

Luiz Henrique da Silva, presidente da associação, e a diretora da escola do Jardim Icaraí, Aurora Amélia de Oliveira, fazem plantio simbólico

Carlos Sousa Ramos/ AAN

Luiz Henrique da Silva, presidente da associação, e a diretora da escola do Jardim Icaraí, Aurora Amélia de Oliveira, fazem plantio simbólico

“Fazer o bem sem olhar a quem...” Esse conhecido ditado exemplifica o trabalho da organização não governamental (ONG) e sem fins lucrativos Associação Amor e Paz, localizado no Jardim Icaraí, em Campinas.

 

Com apenas cinco anos de fundação, a entidade comemora, apesar das dificuldades financeiras, os bons resultados obtidos com seus programas sociais junto à comunidade do bairro, como as aulas de dança e canto para os jovens, geração de emprego com os cursos de artesanato e para a terceira idade, com orientação e inclusão digital.

Segundo o presidente da instituição, Luiz Henrique da Silva, são pequenas ações que resultam em grandes resultados.

 

“Por se tratar de uma comunidade sem muitos recursos, até o simples fica complicado para eles. Orientamos desde como proceder para tirar um documento até correr atrás da casa própria”, explica o presidente.

Porém, ao longo dos anos, a ONG percebeu que precisava preencher uma lacuna que não só seria importante no aspecto social, mas também no ambiental. Depois de muito estudo, pesquisa e contato com possíveis parceiros, montou um projeto que consiste em um trabalho de educação socioambiental e arborização urbana com os alunos da escola estadual de Ensino Fundamental do Jardim Icaraí.

A proposta é inserir cerca de 20 minutos diários em cada uma das 24 turmas durante todo o ano letivo. Com isso, a associação acredita que o contato de cerca de 730 alunos com as questões ambientais fique mais próximo. “Sabemos que o tempo não é o suficiente, mas não podemos atrapalhar o período escolar. Por ora, será o ideal para o início”, aponta Silva.

Com previsão para durar até o final do ano letivo, a ação conta com apostilas elaboradas pela equipe responsável, que focará em cada encontro temas específicos e alguns mais pontuais para aproveitar o que acontece no momento. Assuntos como a crise hídrica, dengue e os três Rs da sustentabilidade (reutilizar, reduzir e reciclar) estão entre os assuntos que serão abordados com o apoio do material didático próprio.

A iniciativa, conta Silva, surgiu a partir do entendimento de que cabe à educação um papel de destaque no processo e no comprometimento de uma pedagogia apropriada e dinâmica que possa alimentar as mudanças no meio ambiente.

 

Dessa forma, a associação entende que torna-se dever de todos a criação de alternativas para solucionar esses problemas e, como primeira lição, serão feitos plantios de mudas no entorno da escola.

Para tornar a ação mais prática, periodicamente, os alunos farão o plantio, que será acompanhado de lições e dicas de como preservar a natureza. As mudas serão doadas pela ONG Escola Viveiro Multiplicadora Artesã, parceira do projeto e que também dará as instruções de como realizar a semeadura, assim como sua conservação.

Um viveiro localizado nas dependência da escola será a moradia provisória das plantas que estarão sob os cuidados dos alunos e professores até serem encaminhadas para um novo lar.

 

As mudas serão repostas proporcionalmente e quem quiser arborizar o bairro, mesmo não sendo aluno, poderá solicitar uma, mas desde de que se comprometa com as diretrizes do projeto.

“Queremos que todos participem, alunos, professores, funcionários e comunidade, afinal de contas, é para eles. Acreditamos que, quando a consciência se torna algo presente, não há como fugir da responsabilidade”, destaca.

 

No último mês das aulas, previsto para novembro, haverá o dia de mobilização e educação no bairro, que contará com uma passeata de todas as turmas pelas ruas do bairro. Serão distribuídos panfletos sobre as ações ambientais e oferecidas atividades artísticas e culturais para celebrar a iniciativa. A data ainda será definida.

CRONOGRAMA

- A instalação do viveiro e o início das atividades com as turmas acontece em março.

- Cada uma das 24 turmas realizará atividades durante duas semanas no ano, uma por semestre. O primeiro período acontece em março, abril e maio, e o segundo em junho, agosto e setembro.

- Em outubro, tem início a preparação para mobilização no bairro, que ocorrerá possivelmente em novembro

 

CONHEÇA

Para conhecer e contribuir com ações da Associação Amor e Paz é só acessar o perfil da ONG na internet ou entrar em contato por telefone.

Facebook: https://pt-br.facebook.com/associacaoamorepaz

Telefones: (19)3227-0561 / 99613-6859

Escrito por:

Vanessa Tanaka