Publicado 27 de Março de 2015 - 14h20

Por Marcelo Rocha

Grupo de funcionários que participou da assembleia ontem à noite e decidiu pela paralisação dos serviços

Orlando Avarizzi

Grupo de funcionários que participou da assembleia ontem à noite e decidiu pela paralisação dos serviços

Cerca de 60 funcionários da Ambiental Piracicaba - empresa responsável pela coleta de lixo no município - cruzaram os braços na noite desta quinta-feira (26). A categoria reivindica 11,73% de reposição salarial e um aumento real de 5%, além do incremento de benefícios. 

Somente entre a noite desta quinta e a madrugada, aproximadamente 224 toneladas de lixo deixaram de ser retiradas das ruas da cidade, estima o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e Trabalhadores na Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Piracicaba e Região (Siemaco Piracicaba e Região). Uma nova assembleia dos coletores (do período diurno) está agendada para as 6h desta sexta-feira. Caso haja a adesão deles, a greve será oficialmente deflagrada.

A paralisação do turno da noite foi definida numa assembleia, realizada em frente à sede da empresa, na rua Augusto de Lello, no bairro Santa Rosa.

Os funcionários da Ambiental Piracicaba se reuniram no local, no início da noite, para definir a paralisação e receber orientações dos líderes sindicais. Enquanto isso, do outro lado da rua, dirigentes da Ambiental acompanhavam preocupados a movimentação e falavam, incessantemente, ao celular.

“A greve só é definida a partir da adesão da maioria”, declara Renata Souza, diretora executiva do Siemaco Piracicaba e Região, que lembra que março é o mês da database da categoria.

Amauri S. Alves, outro diretor executivo do Siemaco Piracicaba e Região, diz que esta não é “uma reivindicação de agora”. “É uma sequência do que já havia sido pedido lá atrás. Lá atrás eles não atenderam na totalidade o que pleiteamnos”, comenta o sindicalista, fazendo menção à greve realizada em 2014.

“A gente quer o aumento do salário e do ticket alimentação”, declara um coletor que não quis se identificar com receio de uma possível retaliação. A Gazeta apurou com funcionários da Ambiental que o salário atual dos coletores é R$ 1.125,00 e que o vale-alimentação equivale a R$ 447,00.

A reportagem da Gazeta tentou conversar com responsáveis pela Ambiental que estavam no local, mas eles disseram não estarem autorizados para comentar a paralisação.

Prejuízo

De acordo com Alves, 14 caminhões da Ambiental deixaram de circular nesta noite. Cada veículo, ele explica, trabalha com uma equipe de quatro funcionários e realiza duas viagens por período, que totabilizam o transporte de 16 toneladas. “Quer dizer, são 16 toneladas por caminhão, sendo que são 14 caminhões. Então, faça a conta...”, diz. “A coleta parou a partir de agora. Mas a deflagração de greve só acontecerá quando houver a adesão da totalidade”, acrescenta.

Por volta das 19h45, os 14 caminhões da Ambiental retornaram à garagem da empresa, no bairro de Tupi. 

 

 

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Marcelo Rocha