Publicado 26 de Março de 2015 - 21h32

Por Agência Estado

Os caminhoneiros saíram insatisfeitos da reunião que tiveram nesta quinta-feira (26), com representantes do governo e empresários. Um projeto para uma tabela de preço mínimo de frete foi entregue aos ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), que pediram um prazo até 22 de abril para avaliar a constitucionalidade da tabela. Parte do grupo de trabalhadores se sentiu "enrolado" e, após a reunião, realizaram uma rápida assembleia na qual decidiram voltar com os bloqueios em 23 de abril caso o governo não bata o martelo em relação ao frete mínimo.

Representantes de várias regiões do País falaram durante alguns minutos e a maioria estava com os ânimos exaltados na assembleia. Chegou a ser proposto que as paralisações voltassem a ocorrer imediatamente. No entanto, venceu a posição que pedia a espera até 22 de abril.

Depois de algum tempo de debate, os caminhoneiros levaram a decisão de ter o dia 22 como prazo final para o governo (período que eles classificaram como estado de trégua) e estopim para a retomada dos bloqueios, caso a demanda não fosse atendida. A maioria votou a favor. O grupo quer, agora, que a tabela não seja apenas uma referência, quer que seja impositiva.

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, falou rapidamente após a reunião e disse que o encontro foi para receber as propostas elaboradas pelos grupos de trabalho que haviam sido criados há pouco mais de 20 dias. "Pegamos todos os estudos dos grupos e no dia 22 vamos dar uma resposta", disse o ministro. "O ponto principal do estudo é o frete. A proposta principal é uma tabela de frete que vamos ver se para em pé juridicamente", explicou.

Carlos Alberto Litti Dammer, representante do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí, afirmou que a tabela se tornou um impasse. "Se isso não for impositivo, 23 de abril é data para o Brasil parar novamente", afirmou. Janir Bottega, do Sindicato dos Caminhoneiros de Francisco Beltrão (PR) explicou que a tabela quer um valor maior sobre quilômetro rodado.

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