Publicado 25 de Março de 2015 - 10h04

Por Marcelo Rocha

Casal Leonice Aparecida e Jorge Tabai sendo atendido por Eduardo Poloni Ribeiro e Gabrielle Nayara da Silva

Antonio Trivelin/ Gazeta de Piracicaba

Casal Leonice Aparecida e Jorge Tabai sendo atendido por Eduardo Poloni Ribeiro e Gabrielle Nayara da Silva

Com a aproximação da Semana Santa, o bacalhau já reapareceu nas bancadas e prateleiras de estabelecimentos. Por enquanto, a procura pelo produto ainda é modesta, afirmam alguns lojistas de Piracicaba que esperam vendas, no mínimo, iguais ao do ano passado, apesar da crise.

“Começamos a vender o bacalhau na quinta-feira”, conta Fernando Claudino Alves, 31 anos, gerente do supermercado Jaú Serve, do Centro. “Mas até a semana que vem espero vender uns 300 quilos de bacalhau. Hoje, tenho cinco tipos de bacalhau: o do Porto, o Ling, o Zarbo, o lombo e o desfiado”, acrescenta.

De acordo com o gerente do Jaú Serve, não houve reajuste de preço do produto. Ali, o quilo do bacalhau do Porto está custando R$ 46,90 e o Zarbo sai por R$ 31,90.

O casal piracicabano Leonice Aparecida de Lima Tabai, 73 anos, e Jorge Francisco Tabai, 80 anos, estava pesquisando preços na tarde de ontem. “Vou comprar bacalhau, se Deus quiser! Nem que seja uma tirinha para comer com o meu marido”, afirma Leonice.

O vendedor Carlos Alberto da Silva, 46 anos, da Peixaria Mori, no Mercado Municipal de Piracicaba, estima que “o preço do bacalhau subiu uns 30% em relação ao ano passado”. “Por causa da alta do dólar, tivemos que aumentar o preço”, conta o comerciante. Segundo ele, em 2014 a peixaria vendeu cerca de seis toneladas de bacalhau. “A expectativa de venda para este ano era maior, mas com a subida do dólar não sabemos o que vai acontecer. Mas os consumidores estão reclamando”, afirma.

De acordo com Silva, depois do bacalhau o “vice-campeão” de vendas é a piapara. “E, normalmente, quem não pode comprar o bacalhau leva o filé de merluza”, comenta. “Em geral, a venda de pescados, tanto de água doce quanto de água salgada, aumenta 60% nesta época de Páscoa”, compara o comerciante, que informa que peixes como cação, sardinha, filhote e pintado também têm bastante saída nesta época do ano.

O brotense Benedicto Zeffa, 67 anos, estava no Mercadão nesta terça-feira cotando preços do bacalhau. “Tudo subiu, então é evidente que o preço do bacalhau vai subir na Semana Santa. Espero gastar uns R$ 40,00 de bacalhau do Porto, que é a minha preferência na Páscoa”, relata. “Outros pescados como tilápia, pintado e pacú eu como durante o ano todo”, acrescenta.

A rede de supermercados Walmart projeta um crescimento de 7% nas vendas de bacalhau seco salgado. De acordo com a empresa, a Páscoa representa mais da metade da venda anual de bacalhau. Os sete dias que antecedem o domingo de Páscoa são os de maior venda, sobretudo em filés, postas e peixes inteiros. Outros pescados, como a tilápia, salmão, corvina, tainha, merluza, linguado, alabote e frutos do mar estão entre os itens mais procurados no período, informa a rede de supermercados.

 

Varejão

Entre os dias 1º e 4 de abril, o Varejão Central de Piracicaba (avenida Armando de Salles Oliveira, entre as ruas Dom Pedro II e Santa Cruz) sedia a feira especial de venda de pescados, que é organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema).

Em 2015, quatro permissionários vão comercializar pescados de água doce, água salgada e pescados congelados vindos de entrepostos como Bom Peixe e Pescados, além de pescados frescos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). 

 

Escrito por:

Marcelo Rocha