Publicado 24 de Março de 2015 - 18h50

Por Agência Estado

A vacina será aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas

Cedoc/ RAC

A vacina será aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas

O governo do Estado de São Paulo espera nos próximos meses o aumento da incidência da dengue na região metropolitana e no litoral. De acordo com o superintendente estadual de Controle de Epidemias (Sucen), Dalton Pereira da Fonseca Júnior, a tendência é que a chegada do período de chuva e a estabilização das temperaturas façam crescer o número de casos.

"A grande preocupação é que não conseguimos interromper a transmissão no segundo semestre de 2014. Isso foi um fator predominante para a situação que temos hoje", disse Fonseca durante a Reunião Macrorregional Sudeste, Sul e Centro Oeste promovida nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde para acompanhar a situação da dengue e da chikungunya (doença também transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti) nos Estados e municípios. O superintendente anunciou que São Paulo terá a partir de abril um plano de emergência para o combate à dengue. Orçado entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, o plano prevê o reforço de 500 agentes de campo para a ação contra os focos do mosquito. Hoje, 400 já atuam no Estado.

O investimento engloba equipamentos usados pelos funcionários, como uniformes, carros e inseticidas. O orçamento do plano será menos da metade da previsão inicial, de R$ 25 milhões, segundo Fonseca. Atualmente, mais de 500 dos 645 municípios de São Paulo registram transmissão da doença, disse ele. De acordo com o superintendente, os principais focos do mosquito em São Paulo são os criadouros em domicílios, como pratos de vasos de plantas e ralos. Diante da procura por reservatórios caseiros para a água, por causa da crise de abastecimento, a Sucen orienta que caixas d'água sejam vedadas.

Três pessoas morreram de dengue na capital paulista neste ano. De janeiro até 12 de março, a cidade teve 2.339 casos confirmados, divulgou a Secretaria Estadual da Saúde. São Paulo é a terceira cidade com o maior número de pessoas infectadas no ano, atrás de Sorocaba e Catanduva. Até quarta-feira da semana passada, o Estado de São Paulo havia confirmado a contaminação de 56.959 pessoas.

Também na reunião, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que 19 estados já apresentaram ao Ministério planos de contingência contra a dengue, incluindo todos os das regiões Sudeste e Sul. Os planos preveem ações de mobilização social. "A gente recomenda (os planos de contingência), como forma de enfrentamento de uma situação epidêmica", disse.

Coelho declarou ainda que as diretrizes do Ministério da Saúde para São Paulo continuam as mesmas, mas que o enfoque estadual deve recair sobre os pacientes que já contraíram a doença. "A diretriz continua a mesma, mas o enfoque é justamente no manejo e atenção aos pacientes com dengue."

De acordo com o Ministério da Saúde, até 7 de março deste ano foram registrados 224,1 mil casos da doença no país, o que representa aumento de 162% em relação ao mesmo período de 2014, quando houve o registro de 85,4 mil ocorrências da dengue.

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