Publicado 24 de Março de 2015 - 9h04

Por Agência Estado

Movimentação no local do crime na Zona Norte de São Paulo: desentendimento por causa de um imóvel acaba em tragédia

Nivaldo Lima/ AE

Movimentação no local do crime na Zona Norte de São Paulo: desentendimento por causa de um imóvel acaba em tragédia

Um desentendimento entre vizinhos se transformou em uma tragédia familiar na Zona Norte de São Paulo, na noite de domingo. O cabo Gilson de Souza Teixeira, de 31 anos, do 5º Batalhão da Polícia Militar, matou a tiros a advogada Jurema Cristiane Bezerra da Silva, de 39, e feriu outras duas pessoas da mesma família, entre elas uma grávida de 6 meses. O oficial foi preso em flagrante.

Para parentes das vítimas, o crime começou a se desenhar há um ano, quando Teixeira teria passado a ameaçá-los. O motivo para o desentendimento seria uma casa na região do Jaçanã, onde mora uma irmã do policial. A família de Jurema reivindica a propriedade do imóvel. Por volta das 18h45 de domingo, um dos cinco filhos da advogada, Danilo Agostinho, de 20 anos, conversava na rua da casa da avó quando o policial passou em um Fiat Palio.

“Ele jogou o carro em cima de mim”, conta. Ao ouvir a confusão, a mulher dele, Gabriela Leite Rocha, de 18 anos, grávida, foi até a rua com o filho de 1 ano no colo. Danilo conta que o policial deu a volta no quarteirão e passou na frente da casa. Jurema saiu de dentro da residência junto com a mãe. As duas começaram a discutir com Teixeira. Na confusão, Jurema foi até o carro buscar um celular.

Ela queria gravar imagens do policial. Alertado sobre o que a advogada pretendia fazer, ele voltou de marcha à ré, tentando atropelar a mulher. Jurema caiu, mas continuou filmando a cena. O policial então teria descido do carro e dado o primeiro tiro, no peito da advogada. Ao ver a mãe ferida, um filho de 11 anos teria abraçado a mulher.

Ainda assim, Teixeira voltou a apertar o gatilho mais duas vezes. Depois, Teixeira disparou na direção do grupo. Uma das balas acertou de raspão um irmão da advogada e pegou na barriga de Gabriela. Outro disparo a acertou no rosto. Jurema chegou morta no hospital. 

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