Publicado 01 de Março de 2015 - 10h44

Por Agência Brasil

Lagoa Cambará, no Country Club, Valinhos está secando

Elcio Alves/ AAN

Lagoa Cambará, no Country Club, Valinhos está secando

A Academia Brasileira de Ciências reuniu seus principais especialistas em mudanças climáticas com objetivo de cobrar ações imediatas para a crise hídrica. A academia elaborou a Carta São Paulo, em novembro de 2014, que será entregue também aos governos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com uma lista de 12 aspectos que precisam ser enfrentados na crise.

 

Além de sugerir planos de contingência e políticas de saneamento, eles destacam a necessidade de “capacitação de gestores” e colocam-se à disposição para ajudar.

 

Diante do que chamou de “política de avestruz” dos governos, os membros da academia disseram que a situação é agonizante e recomendam redução de 15% do consumo de água e de energia elétrica para tentar evitar o caos.

 

Não há previsão de que as chuvas consigam encher os reservatórios até o próximo Verão. Sábado, o nível do Sistema Cantareira subiu 0,3 ponto, para 11,4%,  mas ainda operando com reservas, no chamado volume morto. “Alguém (prefeito, presidente ou governador) tem que dizer: nós estamos em crise de água e depois dar ordens: ‘minha senhora, por favor, poupe água’”, afirmou o chefe do Laboratório de Hidrologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Paulo Canedo, que é também consultor do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

 

Segundo José Galizia Tundisi, presidente da Associação de Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental, várias soluções podem ser tomadas para resolver o problema, desde que exista vontade política. “Boa parte do desenvolvimento da ciência foi financiada pelos governos. Eles pagam para produzir recursos humanos e depois usam muito pouco, não prestam atenção no que os cientistas dizem”, reclamou Tundisi, que é também presidente do Instituto Internacional de Ecologia. “São vários estudos, pesquisas, dados e teses com soluções sobre o que fazer”.

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