Publicado 27 de Março de 2015 - 12h26

Animais que estavam em área do Cemitério dos Amarais foram retirados nesta sexta-feira

César Rodrigues/ AAN

Animais que estavam em área do Cemitério dos Amarais foram retirados nesta sexta-feira

O galinheiro que havia sido construído no Cemitério Nossa Senhora da Conceição (Cemitério dos Amarais), foi desmontado na manhã desta sexta-feira (27). As galinhas foram levadas para a chácara da irmã de um dos funcionários do local, de acordo com a administração.

O mistério sobre quem mantinha o galinheiro também foi desvendado. O supervisor de área dos Amarais, Richard Marcelo Alves, afirmou que os animais foram abandonados há dois meses e que ele mantinha o poleiro. “Como o Centro de Zoonoses não pega galinhas, achei melhor construir um abrigo para elas aqui dentro”, explicou.

Alves afirmou ainda que o galinheiro foi construído para que as aves não ficassem andando entre os túmulos. Segundo ele, o abandono de animais nos Amarais é comum, e não é a primeira vez que galinhas são deixadas na área. Já a horta de alface e couve que ficava ao lado do poleiro permanece intacta. O supervisor afirmou que ela foi feita com a autorização da Setec, e é para consumo dos funcionários. “As AR s (Administrações Regionais) todas têm hortas comunitárias também. Isso é normal”.

A ordem para desmontar o galinheiro veio do presidente da autarquia Serviços Técnicos Gerais (Setec), Sebastião Buani dos Santos. Ele disse ontem ao Correio que não sabia da existência dos animais e “jamais permitiria a construção de um galinheiro nos Amarais”.

O poleiro ficava dentro do terreno do cemitério, em uma parte separada por um muro branco. Porém, não há portão nesta área, e qualquer pessoa tinha acesso ao abrigo. Construído de madeira e arame, o galinheiro era divido em duas partes e tinha aproximadamente 20 metros quadrados. Vinte e quatro aves, entre galos, galinhas e pintos moravam no local. Já a horta tem cerca de 30 metros quadrados.