Publicado 26 de Março de 2015 - 19h51

Galinheiro fica dentro do terreno do cemitério, em uma parte separada por um muro

César Rodrigues/ AAN

Galinheiro fica dentro do terreno do cemitério, em uma parte separada por um muro

O Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Campinas, conhecido como Cemitério dos Amarais, ganhou um galinheiro. O poleiro foi construído no fundo da área, no local onde são queimadas coroas de flores e resto de lixo, perto de um dos muros. Quem passa próximo ao local escuta o barulho e sente o cheiro dos animais. São 24 aves, entre pintos, galinhas e galos.

 

Ao lado do galinheiro foi feita ainda uma pequena plantação de hortaliças. O presidente da autarquia Serviços Técnicos Gerais (Setec), que administra o cemitério, Sebastião Sérgio Buani dos Santos, disse que desconhecia a existência das aves e que irá investigar quem construiu o poleiro.

O galinheiro fica dentro do terreno do cemitério, em uma parte separada por um muro branco. Porém, não há portão nesta área e qualquer pessoas tem acesso ao poleiro e à horta. Construído de madeira e arame, o abrigo das aves é divido em duas partes. São pelo menos cinco galinhas, dois galos e vários pintinhos.

“Descobri o galinheiro porque ouvi o cacarejo das galinhas. Como o cemitério é muito grande, eu não sabia de onde vinha. Fui seguindo o barulho até os fundos”, disse a aposentada Gumercinda dos Santos, de 66 anos.

 

 

 

 

A idosa visita com frequência o túmulo do marido nos Amarais, e disse que considera a presença dos animais falta de respeito. “E para que eles usam essas galinhas? Vendem? O cemitério é público, não pode ter criação”, disse a aposentada.

Outra frequentadora do cemitério, que não quis se identificar, disse que o poleiro está no local há pelo menos seis meses. “Desde que eu venho visitar o cemitério o galinheiro está aqui. Eu achei estranho com começo, mas agora até me acostumei”, contou a mulher.

 

O Correio tentou falar com funcionários do local sobre que construiu o galinheiro, mas eles preferiram não se pronunciar sobre o assunto.

Santos afirmou ao Correio que não sabia que o Cemitério dos Amarais tinha o galinheiro. “Eu estive lá hoje (ontem) mesmo, gravei um programa de televisão lá. Andei pelo cemitério e não vi galinheiro nenhum”, disse ele. Ainda segundo o presidente da Setec, o galinheiro será desmontado.