Publicado 25 de Março de 2015 - 5h00

Por Maria Teresa Costa

Homens no Largo do Rosário observam a movimentação de transeuntes

Rodrigo Zanotto/Especial para a AAN

Homens no Largo do Rosário observam a movimentação de transeuntes

O prefeito Jonas Donizette (PSB) vai retomar a proposta de construção de garagens subterrâneas na região centralde Campinas, um das principais apostas do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) para a revitalização do Centro, mas que não chegou a sair do papel por falta de interesse dos empresários do setor. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Samuel Rossilho, informou nesta terça-feira (24) em encontro com executivos franceses, que a proposta é a formação de uma parceria público-privada (PPP) para construir e operar os equipamentos, dentro do projeto de revitalização que começou a ser implantado na Avenida Francisco Glicério.

 

Uma das empresas francesas do setor, a Vinci Park, que opera mais de 2,5 mil estacionamentos em 14 países e atua na concepção de gestão de empreendimentos e de sistemas de cobrança de estacionamentos, informou ter interesse no projeto. Segundo o diretor corporativo da Moving/Vinci Park, Jean Gadrat, a empresa tem interesse em ajudar nas questões de mobilidade, com sua experiência de atuação em mais de 600 cidades.

 

Alternativa

 

Rossilho informou que a intenção da Administração é montar a PPP para buscar resolver um dos gargalos da região central, que é a vaga para paradas de veículos. “Vamos retomar essa discussão, porque precisamos de alternativas”, disse.

 

Quando o projeto foi lançado em 2008, a Prefeitura planejava instalar esses equipamentos no Mercado Municipal, Largo do Rosário e ao lado do Paço Municipal. As regras restritivas do projeto afastaram potenciais interessados — os empresários do setor acreditavam ser inviável uma única empresa ou consórcio construir as três garagens em único lote como queria a Prefeitura.

 

Impecilhos

 

Os empresários também queriam um tratamento diferenciado na tarifa a ser cobrada nas garagens subterrâneas. Se tivessem que cobrar o mesmo valor praticado pelos demais empreendimentos, dizem, seria inviável, porque eles terão custos extras, como pagar uma outorga pela concessão e arcar com mais uma outorga mensal calculada em um percentual do faturamento.

 

Para que o setor tenha interesse, informou um empresário que pediu para não ser identificado, haverá necessidade de incentivos fiscais, de facilidades de linhas de financiamento com juros acessíveis, tarifa diferenciada e o fim da exigência de que uma única empresa ou consórcio assuma as três garagens. A previsão é que as três garagens projetadas para o Mercado Municipal, Largo do Rosário e Prefeitura custariam, na época, R$ 47 milhões.

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Maria Teresa Costa