Publicado 01 de Março de 2015 - 14h58

Por Gustavo Abdel

Set de gravação do filme Vai que Dá Certo 2, em Campinas

Élcio Alves

Set de gravação do filme Vai que Dá Certo 2, em Campinas

Campinas entrou na rota das grandes produções do cinema brasileiro e movimenta a cada ano milhões de reais em aluguéis de imóveis, contratação de figurantes, funcionários de produção e outros importantes setores da economia. Produtores de filmes buscam por aqui a facilidade de locomoção sem engarrafamentos, como no Rio de Janeiro e São Paulo, preços mais em conta e a vida menos agitada do Interior. Na última sexta-feira, o Correio acompanhou a rotina de gravações em um set de filmagem instalado em um apartamento no bairro Vila Itapura, em Campinas, e a convivência entre a vida real dos moradores e a ficção.

 

As filmagens de "Vai que Dá Certo 2", produção de Maurício Farias, está sendo rodada desde o final do ano passado em Paulínia, Campinas e Cosmópolis. O longa tem a participação dos atores Gregório Duvivier, Lúcio Mauro Filho, Natália Lage, Fábio Porchat e Danton Mello. Em Campinas, as cenas foram gravadas em Viracopos e em um dos apartamentos do sétimo andar do Edifício Regina, na Rua Barata Ribeiro.

 

“Meu apartamento serve de backstage para os artistas e produtores. Eles descem até lá e descansam um pouco, usam o banheiro para se maquiar... Quando ocorre as gravações, prefiro sair de casa e deixá-los tranquilos”, disse a síndica Fátima Muniz Cavallari, de 59 anos, que mora no terceiro andar. Aquela era a quarta vez que as gravações ocorriam no edifício. “Também fechei um pacote de aluguel para usarem meu apartamento de apoio. Eles são muito simpáticos e respeitam muito os moradores”, frisou. O apartamento utilizado pelo filme estava vazio, para alugar, o que foi um atrativo a mais para a produção.

Mais de 20 pessoas, inúmeros equipamentos e refletores lotam o apartamento de aproximadamente 110 metros quadrados. “Nossa última semana de gravação começa hoje (sexta-feira), e encerramos no dia 8 com uma filmagem no restaurante Seo Rosa”, disse a produtora do filme, Silvia Fraiha. Segundo ela, a escolha de locações em Campinas e demais cidades da região é motivada em grande parte pelos preços em conta de aluguéis e facilidade de trânsito.

 

“Há três anos estivemos aqui, e voltamos justamente por essas facilidades da cidade. Nosso investimento foi de R$ 1 milhão entre aluguéis e demais contratações”, explicou a produtora. Em Cosmópolis, um barracão ao lado da Rodoviária também serviu como set para as filmagens, além de uma estrada a caminho da Usina Ester. Já em Paulínia foram gravadas cenas na rua e também em uma chácara, cedida por uma família que ficou um tempo vivendo em um hotel com tudo pago pela produção.

 

“O povo é muito receptivo e não tem esse medo com segurança. As coisas fluem muito bem nessas cidades”, destacou. O primeiro filme foi rodado em cinco semanas, com locações nas cidades de Paulínia e Campinas. Inicialmente a película se passaria no Rio de Janeiro, mas Maurício Farias decidiu transferir o cenário da história para outro lugar por considerar que o subúrbio do Rio já havia sido muito retratado pelo cinema nos últimos dez anos.

No primeiro "Vai que Dá Certo", cinco amigos dos velhos tempos se encontram com problemas financeiros e resolvem se reunir para praticar um golpe contra uma transportadora de valores. Detalhes do segundo filme não foram divulgados.

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Gustavo Abdel