Publicado 01 de Março de 2015 - 10h16

Por Maria Teresa Costa

Instituição campineira subiu de posição no ranking deste ano

Cedoc/RAC

Instituição campineira subiu de posição no ranking deste ano

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) iniciou estudos para ampliar o suprimento de água nas unidades de ensino, pesquisa e área hospitalar como forma de enfrentamento da crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo desde o Verão de 2013 e com perspectiva de se agravar este ano. Um levantamento sobre o potencial de água subterrânea começou a ser feito na área da Fazenda Argentina, adquirida no ano passado para a ampliação do campus, e irá indicar a viabilidade de incrementar a oferta de água à universidade com poços artesianos. Segunda maior consumidora da cidade, atrás apenas da Prefeitura, a Unicamp vai também captar água da chuva e de aparelhos de ar-condicionado para incrementar a oferta, dentro de um programa de ampliação de água de reúso.

 

O assessor da Coordenadoria Geral da Unicamp (CGU), Orlando Fontes Lima Jr, informou que a Unicamp montou um plano de contingência com medidas de conscientização, racionalização e prevenção. A universidade já usa poços no abastecimento interno, mas ainda é pouco — cerca de 20% do consumo vem desse manancial. Embora não seja medida de rápida implantação, disse Lima Jr, são decisões que visam garantir um suprimento de longo prazo na Unicamp, que tem áreas onde a falta de água poderá representar danos severos à pesquisa e ao atendimento da população.

A Unicamp, segundo ele, conseguiu reduzir o consumo com ações de programas de racionalização, como o Pró-Água. Com uma ação constante de detecção e conserto de vazamentos, implantação de telemedidores e equipamentos que economizam a água, a Unicamp conseguiu manter o volume de água consumido no ano passado, praticamente igual ao de 1999, quando a instituição era fisicamente 40% menor que atualmente. De 70 mil metros cúbicos consumidos em 1999, a universidade chegou a um consumo de 71,9 mil m3 no ano passado.

Até a última gota

Os gestores do plano de contingência acreditam no potencial dos equipamentos de ar-condicionado da universidade para ampliar a oferta de água e na captação de água de chuva. A utilização dessas duas fontes vai depender da reativação de uma pequena estação de tratamento existente na universidade. Um Comitê de Crise foi criado e uma força-tarefa está instalada para o cumprimento de ações emergenciais. O plano traz diferentes ações para diferentes cenários de oferta de água a partir de agora. Assim, estão previstas medidas que vão desde a manutenção da situação atual até a eventualidade de ocorrer um racionamento crítico no fornecimento de água.

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Maria Teresa Costa