Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 20h38

Luciana Félix

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Sumaré registrou a primeira morte por dengue, neste ano, entre as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O caso ocorreu no início deste mês, mas só ontem a Vigilância Epidemiológica recebeu a confirmação do exame de sorologia. A vítima é uma mulher, moradora do Jardim Maria Antonia – região com maior índice de transmissão com 61 casos confirmados.

Segundo a secretaria de Saúde, a cidade registrou 227 casos confirmados da doença até a tarde de ontem. Assim como no ano passado, a previsão dos órgãos de Vigilância é que a doença atinja de 1% a 2% da população. Em 2014, a cidade contabilizou 3.216 casos da doença com o registro de quatro mortes.

Para diagnosticar mais rápido a secretaria de Saúde implantou 12 unidades chamadas de “Sentinelas” para a identificação viral dos casos de dengue, que é feita por amostragem. Até o momento, foram isolados quatro amostras, todas com identificação do DENV-1, o mesmo vírus que circulou no município no ano de 2014.

Para combater a doença, a prefeitura de Sumaré disponibilizou o Disk-Dengue, um canal de comunicação direto com o poder público para que moradores possam ajudar na fiscalização de possíveis focos do mosquito transmissor da doença. O telefone é (19) 3883-6014. Também foram feitos mutirões e constantes ações antidengue em diversas regiões.

Fora da RMC, a cidade de Limeira também registrou morte por dengue neste ano. Elas ocorreram em fevereiro. Uma mulher de 39 anos morreu no Hospital Humanitária e uma outra vítima, que estava internada no Hospital Unimed, também morreu neste mês. A Prefeitura confirma o segundo óbito, mas ainda falta a confirmação oficial. O município já registrou epidemia da doença com mais de 2,2 mil casos.

Mais casos no Estado

Em todo Estado ao menos 50 pessoas morreram por causa da dengue neste ano. Em Marília, a psicóloga Delfina da Conceição Guimarães, de 64 anos, morreu na madrugada de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário. A doença tinha sido diagnosticada na última segunda-feira, 23.

A morte é a décima primeira na cidade atribuída à dengue. De acordo com a prefeitura, três casos foram confirmados por laudo do Instituto Adolfo Lutz e os outros aguardam o resultado dos exames.

Protocolo do Ministério da Saúde exige que a confirmação da dengue como causa principal da morte só seja feita após a contraprova laboratorial por instituição oficial, no caso de São Paulo o Adolfo Lutz. A cidade está em estado de emergência, com 3 mil casos confirmados da doença.

Em Penápolis, na região noroeste, a secretaria de Saúde confirmou a quinta morte por dengue. Um idoso de 89 anos morreu na quinta-feira, 26, na Santa Casa local. A causa da morte foi confirmada porque o paciente estava internado havia quatro semanas e já tinha passado pela investigação epidemiológica. Os outros quatro óbitos também tiveram confirmação por exames. Todas as mortes ocorreram este mês. A cidade tem 623 casos confirmados e 716 aguardando o resultado de exames.

Catanduva, no norte paulista, ainda tem o maior número de óbitos suspeitos: 18 pessoas morreram desde janeiro, sendo sete com a causa confirmada. Sorocaba, sudoeste do Estado, tem seis mortes - uma confirmada, as outras à espera dos exames, e Guararapes, na região noroeste, teve cinco pessoas mortas com dengue - quatro casos tiveram exame positivo, um deles confirmado ontem. Boletim do Ministério da Saúde contabilizou até o dia 17 um total de 51,8 mil casos confirmados de dengue este ano no Estado, mas não faz referência a óbitos. (Com Agência Estado)