Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 19h46

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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O período de instabilidade do Guarani e a sequência de três partidas sem vitória na Série A2 do Campeonato Paulista ainda não são capazes de provocar tormento em Marcelo Veiga, mas o treinador faz questão de chamar para si a responsabilidade pela atual fase do time. Ciente de que as cobranças sobre a equipe só tendem a crescer com maus resultados, o técnico tenta blindar o grupo de situações negativas para rechaçar a pressão sobre os jogadores antes do jogo de amanhã, contra o Grêmio Catanduvense, no Brinco de Ouro.

Não é segredo para ninguém que o Bugre entra na competição como favorito e que é inadmissível um novo fracasso. Isso também faz parte do discurso pelo treinador, que não quer esconder essa obrigação, mas impedir que o elenco ganhe responsabilidade extra. “Temos uma responsabilidade enorme e isso não permite que a gente possa errar. Mas espero que essa responsabilidade fique em cima de mim, o grupo não deve absorver esse tipo de coisa”, defende o comandante. “Formamos um grupo novo, iniciamos do zero e peço que a torcida continue apoiando e acreditando”, completa

Apesar disso, Veiga descarta qualquer tipo de pressão. Confiante no trabalho que vem desempenhando junto aos jogadores, ele garante que, no final do torneio, o time alcançará seu objetivo. “Tenho conversado bastante, dado apoio e cobrado dentro dos treinamentos que eles aceitem a possibilidade de melhorar”, destaca. “Só as vitórias vão dar a tranquilidade que todo mundo precisa. São quatro vagas em jogo na competição e uma delas com certeza será do Guarani”.

Alinhados com o treinador, os jogadores assumem a pressão, mas tentam evitar que isso tenha interferência na produção do time. “Quando não ganha a pressão é natural e a gente sabe disso. Mas precisamos estar tranquilos e pensar no próximo jogo. É assim que vamos chegar lá e vamos buscar essa vitória para conseguir retomar uma boa sequência no campeonato”, projeta o zagueiro Rafael Caldeira.

Diretoria

Para concretizar a meta de estar entre os times que vão conquistar o acesso, Marcelo Veiga conta também com o apoio da diretoria. Até ontem, os salários dos jogadores referentes a este mês ainda não haviam sido pagos – o prazo era a última segunda-feira. Os dirigentes garantiram que até a partida de amanhã tudo estará resolvido. Questionado sobre o fato do Bugre não ter vencido desde o anúncio do fim da relação com a Magnum, o comandante foi taxativo. “Espero que não atrapalhe, mas para alguns incomoda. Que tenhamos possibilidade de conquistar o resultado para dar tranquilidade e a diretoria procurar recursos necessários para cumprir o que vem sendo feito”, conclui o treinador.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva