Publicado 27 de Fevereiro de 2015 - 13h57

Por Rogério Verzignasse

Fotos Carlinhos, da exposição aberta ao público e de todos os personas enrtevistados.

Destaque para o persona da biciletaria e dafárica de macarrão.

Vídeo Dori.

Fotos antigas: repasso para o [email protected] fotos das lojas dantigas do Centro, fotografadas no passado

Rogério Verzignasse

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Uma exposição fotográfica montada na da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), aberta ao público desde ontem, conta a história do comércio na cidade, com fotos de época e depoimentos colhidos junto a empresários pioneiros. Quem passa pelo saguão de entrada se emociona com imagens que remetem à formação do núcleo urbano, e resgatam a memória das relações comerciais que ajudaram a construir a metrópole.

A mostra Campinas de Muitos Caminhos foi montada ainda em 2010 por um grupo de pesquisadores do Sesc, e se manteve por um curto período em exposição na sede da entidade, perto da Rodoviária. “Agora, no Centro, um número muito maior de pessoas vai poder apreciar uma coleção riquíssima de imagens”, fala Adriana Flosi, presidente da Acic.

A pesquisa tomou por base o Museu da Pessoa, projeto cultural do Sesc que, desde 94, resgata e publica a história a partir de entrevistas com moradores de uma cidade. E, para a mostra campineira, foram ouvidos mais de 50 empresários, fundadores ou mantenedores de empreendimentos tradicionais. E as frases _ publicadas em livro e editadas em vídeo _ são manifestações emocionadas de acontecimentos. Causos tristes ou engraçados, mas inesquecíveis.

Quem passeia pelo saguão desde quinta-feira, quando a mostra foi aberta, fica encantado com o que vê. O aposentado Antônio Joaquim Novo, de 75 anos, ou vido ontem pela reprotagem, diz que foi incrível a sensação de ver as fotos das fachadas antigas, e ler depoiimentos de lojistas que ele conheceu ainda adolescente. “É incrível. Eu me lembro dessa gente fotografada, dessas paisagens. É muito legal saber a história de gente que trabalhou tanto, que fez a vida aqui na cidade”, falou.

Até estudantes adolescentes se supreenderam com a exposião quando passavam pela Acic e resolveram vasculhar a mostra. O interessante é que o ambiente é decoreado com baús, caixas registradoras, ferros de passar a brasa, leiteiras, ferramentas. Peças que, no passado, eram expostas em vitrines e balcões.

Alguns estabelecimentos estampados nos painéis históricos seguem firmes, até hoje, e colecionam gerações de clientes. Caso da Biciletas Lunardi, que desde 1951 funciona na esquina das ruas Vsiocnde de Rio Branco e 13 de Maio. O espaço _ 30 metros quadrados _ continua o mesmo. E as rodas e pneus servem de decoração ambiente. O dono do espaço é Edson Roberto Lunardi, de 59 anos, que herdou o negócio do pai.

“Eu nasci aqui. Desde pequeno atendia no balcão. Cresci, me formei na faculdade, mas nunca deixei o comércio. A única coisa que mudou foi o entorno. Não tem mais o bonde, não tem mais o Teatro Municipal. Nem o público elegante que fazia compras no Centro. Mas assim é o progresso. Vieram os shopping, apareceram biciletarias nos bairros. Mas, com o maior orgulho, digo que tenho clientes do tempo do meu pai. É muito legal quando as pessoas confiam, percebem a seriedade do trabalho. Vou ficar aqui até morrer”, fala Lunardi.

Macarrão

Outro estabelecimento fundado há 64 anos, e que também é destaque da exposição da Acic, é a fábrica de macarrão inaguurada na Rua Conceição pelo Pastifício Selmi. O negócio foi fundado por Marino Selmi, cidadão que partiu deste mundo em 77. O filho Fernando herdou o negócio e já prepara seu sucessor. Rodrigo Selmi, neto do fundador, de 32 anos, hoje opera o mesmo maquinário sexagenário fundos, como os cilindros e as amasseiras.

Nem o piso do estabelcimento mudou. A mercadoria vendida ainda é pesada na hisoria balança Hobart-DAyton, e o mesmo balcão frigorífico da fundação guarda os pacotes de lasanha, gnochi, raviolli e caneloni. Massa sagrada de todas as mesas. “Hoje atendo os netos dos clientes do meu avô”, fala, todo orgulhoso. Modernização? Teve sim. Agora o balcão támbém tem os pratos embalados, pré-cozidos. Basta despejar o molho e esquentar. “A minha mulher está grávida. Acho que a empresa passa à quarta gedração”, diverte-se.

A FRASE

“Antes, a inadimplência era baixíssima. O povo se preocupava com o nome, com a honra da família. Ninguém deixava de pagar. A palavra empenhada servia de documento”.

ABDO SET EL BANATE

Fundador e presidente da Skina Magazine

SAIBA MAIS

A mostra Campinas de Muitos Caminhos – Memórias do Comércio de Campinas permanece aberta ao públcio no saguão térrreo da Acic, na Rua José Paulino, ao lado do Forum, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, até o dia 13de março.

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Rogério Verzignasse