Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 19h08

Luciana Félix

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A licitação para a obra de construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, foi aberta ontem pela Prefeitura. A entrega dos envelopes com as propostas poderão ser feitas até o dia 31 de março. Nessa mesma data os documentos serão abertos, a partir das 10h. A concorrência será pelo menor preço e pela qualidade de serviço que devem ser compatíveis com as propostas técnicas do projeto. A estimativa de orçamento com a construção é de cerca de R$ 78 milhões. Todo o custo será bancado pelo governo estadual.

A previsão é que os trabalhos tenham início em junho deste ano com previsão de entrega para dois anos. A área a ser construída é de 9 mil metros quadrados. O teatro terá capacidade para 1.230 pessoas. O secretário de Infraestrutura, Pedro Leone Luporini dos Santos, por meio da assessoria de imprensa, informou que irá esperar o andamento da licitação para comentar o processo.

A Prefeitura afirmou que irá exigir qualificação técnica e que a empresa vencedora faça uma operação assistida durante três meses após a conclusão da obra, para acompanhar a instalação dos equipamentos. Entre as exigências estará competência técnica com demonstração de que a empresa já tenha realizado uma obra desse porte. O projeto tem 18 volumes de plantas.

O início do processo de licitação aguardava a licença prévia ambiental da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A obra será feita ao lado de um dos lagos do parque e será necessário fazer terraplanagem e corte de árvores no local.

O parque foi municipalizado no final do ano passado e, quando o teatro estiver pronto, seu gerenciamento também será de responsabilidade do Município.

Projeto

O projeto do Teatro Ópera é do arquiteto Carlos Bratke, doado pelo grupo Swiss Park, e sofreu algumas alterações para se adequar a área verde. A Prefeitura redimensionou e mesmo com uma redução de 3 mil metros quadrados (original era com 12 mil), a capacidade da sala foi aumentada de 1.200 para 1.230 lugares. A alteração foi necessária para a adaptação do projeto aos recursos que serão disponibilizados pelo governo do Estado.

Para o projeto adaptado foram reduzidos espaços nas áreas de circulação e no foyer - área externa dos auditórios - local ideal para pequenas exposições, realização de coquetéis, coffee breaks, apresentações, vernissage, e outros eventos.

A sala de espetáculo também sofreu mudanças internas para ganhar melhorias acústicas e de qualidade técnica e para atender às necessidades de um teatro de ópera. Inicialmente, o desenho da sala seria no estilo elisabetano (em semicírculo). A Prefeitura pediu para que o novo desenho tenha estilo italiano (em forma de ferradura), mais propício a apresentações operísticas.

A edificação contará com camarins, coxia, cabines para imprensa, camarotes, sanitários, saídas de emergência e estacionamento, além de uma acústica especial para a apresentação de óperas. O palco, de aproximadamente 310 metros quadrados, terá dois espaços abertos em sua parte inferior. Além do tradicional fosso para a orquestra, haverá uma espécie de hall para receber mostras e exposições. O projeto ainda possui outros seis pavimentos: quatro superiores e dois pisos técnicos.