Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 17h47

Por Milene

Milene Moreto

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A Prefeitura de Campinas vai vender a madeira das árvores de diversas espécies cortadas por poda ou que caíram em áreas públicas. O valor cobrado pelo m3 será de R$ 1,70. A empresa Multilixo Remoções foi a vencedora da concorrência e a homologação foi publicada esta semana. A nova contratada deverá se encarregar desse material a partir de agora. Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, a venda da madeira deve gerar pouca receita, cerca de R$ 60 mil por ano, mas vai livrar o Executivo de um problema que é a falta de destinação desse material, que acaba apodrecendo ou indo parar no lixo.

Os galhos que sobram das podas ou a madeira de árvores que caíram serão levados agora pela empresa para Mogi Mirim, onde serão transformados em compensados ou utilizados em caldeiras como combustível. Atualmente a empresa que é a responsável pela poda possui um equipamento para triturar pequenos galhos. O material triturado é usado como adubo. Galhos e troncos maiores, acima de 15 centímetros de diâmetro, são estocados e, segundo Paulella, já não existe mais espaço, o que estava causando transtornos para o Executivo. O custo para a compra do equipamento capaz de triturar a madeira é elevado e, segundo Paulella, a opção mais viável foi a venda.

Até 2013, todo o resto de poda de Campinas era encaminhado para aterros. “Assim que nós contratamos o novo serviço para a manutenção das áreas verdes, cada equipe de poda acoplou nos caminhões um picador de galhos. São dez equipamentos desse tipo em Campinas. Desde então, o resíduo é usado como adubo. Nosso problema era destinar os trocos e galhos maiores”, afirmou Paulella.

Para comprar um equipamento capaz de triturar as madeiras maiores o investimento da Administração seria de R$ 3 milhões. “Foi por essa razão que decidimos optar pela venda. Não vai gerar uma receita significativa, mas vai resolver um problema e impedir que toda essa madeira estrague ou vá para o lixo”, disse o secretário de Serviços Públicos.

Iniciativas

Várias prefeituras passam pelo problema de destinação do material gerado pelas podas. As iniciativas são várias, desde a construção de móveis, venda, estoque e uso nas construções de áreas públicas. Em São Paulo, os resíduos de árvores foram transformados em bancos e serão instalados nos espaços públicos. O primeiro local a receber o “mobiliário ecológico” é o Largo do Batata. Uma iniciativa desse tipo em Campinas, segundo Paulella, não seria viável já que, segundo ele, 80% da madeira recolhida está podre ou sem condições de ser usada para esse fim.

"Nós não teremos uma grande arrecadação, mas vamos conseguir resolver o problema que é dar uma destinação correta para essa madeira", disse Paulella.

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