Publicado 25 de Fevereiro de 2015 - 20h21

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Fotos: Jaqueline Harumi

Jaqueline Harumi

Da Agência Anhanguera

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A Avenida Diogo Alvares, no Parque São Quirino, em Campinas, abriga há ao menos dois anos duas montanhas de descartes nas calçadas que preocupam moradores do bairro, principalmente por conta do risco do surgimento de criadouros do mosquito da dengue. Em uma visita ao endereço, ainda havia um terceiro monte de madeiras no canteiro central, que está com mato alto.

O maior monte está na base de uma árvore no lado oposto ao número 1304, margeando o muro lateral do clube da Polícia Militar, onde é possível ver grandes sacos fechados cheios de material desconhecido, uma pia de cozinha, latas de tinta, toner de impressora, lâmpada, garrafas diversas vazias, pedaços de peças e borracha de veículos, um objeto de metal semelhante a uma caldeira, mangueiras, telhas, isopor, brinquedo, madeira e até cacos de vidro. O local fica a cerca de 50 metros do ponto de ônibus e a reportagem presenciou pedestres optando desviar o trajeto pelo asfalto, numa via considerada de grande fluxo de veículos. A montanha menor está exatamente em frente ao número 1304, no entorno de um poste, e inclui duas carcaças de tanque de lavar roupa, porta de geladeira, latas de tinta vazia e bicicleta de criança.

Um autônomo de 52 anos, que preferiu ter o nome preservado, explicou que o problema é muito mais antigo. “Sempre tem lixo acumulado, há uns 10 anos. Isso quando não tem carcaça, cheio dessas tranqueiras. Quando há ameaça de multa, limpam”, disse o morador do bairro, que não entende o descaso da Prefeitura. “Se o pessoal do Centro de Saúde não toma providência, o que vamos fazer? Em casa vão vistoriar foco de dengue e aqui fica assim. A gente faz a nossa parte”, desabafou. O aposentado Eldy de Carvalho, 61 anos, que mora na avenida, relatou que já houve a retirada do material, mas as calçadas não permaneceram limpas. “Faz mais de dois anos que está esse mesmo material aí”, contou. “O pessoal da dengue vem nas casas, mas na rua está assim”, completou.

A vizinhança alega que os montes têm dono e mora em frente aos descartes, mas ele não foi encontrado pela reportagem para falar sobre a situação. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde afirmou que a equipe de combate à dengue retira pequena quantidade de material que acumula água, mas em proporções maiores, a responsabilidade é da Secretaria de Serviços Públicos, cuja assessoria de imprensa não retornou os contatos feitos pela reportagem para falar sobre o caso.

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Jaqueline Harumi Ishikawa