Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 18h57

Por Vilma Gasques - Especial para Metrópole

Prevenção

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Prevenção

Cada vez mais pessoas têm buscado uma melhor qualidade de vida com informações e atitudes que favorecem o bem-estar. Não que prevenção seja um assunto novo. Na verdade, é um processo que vem sendo mais difundido e, consequentemente, o cuidar da saúde para evitar doenças tem conquistado mais adeptos.

 

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O movimento ocorre porque muitos já compreendem a importância da prevenção e a maioria deixou de lado o velho conceito de procurar o médico somente quando tem algum problema ou sente dor. Atualmente, ter hábitos saudáveis e fazer visitas regulares ao médico para exames periódicos, como os laboratoriais e de imagem, já fazem parte da rotina de muitas pessoas.

Mas há outras maneiras de fazer prevenção, como buscar informações sobre doenças que podem ser evitadas com cuidados básicos, como no caso da dengue, que preocupa pela facilidade e rapidez da contaminação. Em Campinas, do início do ano até a semana passada, tinham sido confirmados 211 casos da doença. Outros 1.002 estavam em investigação.

 

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Os números são menores se comparados ao mesmo período do ano passado – em janeiro de 2014, foram registrados 262 casos –, porém, as autoridades sanitárias ressaltam que a situação atual conta com fatores favoráveis para uma futura maior incidência de dengue. A escassez de água levou a mudanças de hábitos da população, como o estoque em reservatórios domésticos que podem servir de criadouros para o mosquito transmissor da dengue.

Outras doenças, como a chikungunya, também transmitida pelo Aedes aegypti, ainda não foram confirmadas em Campinas. Mas prevenir, nesse caso, é essencial.

Informação é essencial

Entre os cuidados para evitar contágios, a busca por informações é primordial. Por isso, o Hospital Vera Cruz presta um serviço via internet que pode ser acessado pela população a qualquer momento. O hospital instituiu uma seção denominada Doutor Vera Cruz Explica, na qual é possível entender melhor algumas doenças e saber como preveni-las, caso da dengue, da febre chikungunya e do ebola.

A medida foi adotada em função do aumento da procura por informações sobre doenças na rede. O problema é que, durante essas buscas, muitas das orientações encontradas em sites amadores, não confiáveis, acabam mais confundindo o paciente do que sendo úteis. No caso do site do Hospital Vera Cruz, as informações são fornecidas pelo corpo clínico da instituição e elaboradas para o público leigo, com tudo o que é preciso saber sobre o assunto, sendo um processo preventivo de extrema importância.

 

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A médica responsável pelo Departamento de Saúde Ocupacional do Vera Cruz, Georgia Albuquerque, tem uma experiência extensa com relação à prevenção, já que é responsável pela saúde dos colaboradores do hospital e desenvolve uma série de campanhas preventivas para um público de cerca de 1,5 mil pessoas. “Quando o assunto é a prevenção, acredito que duas coisas são importantes de serem abordadas: os exames periódicos, que podem diagnosticar e tratar precocemente doenças; e a adoção de hábitos saudáveis, como boa alimentação, exercícios físicos e outras práticas, como não fumar e consumir bebidas alcoólicas com moderação”, ensina.

 

É claro que em alguns casos é preciso uma abrangência maior de exames. No Vera Cruz, há um protocolo específico para check-up de homens, mulheres e crianças, de acordo com a faixa etária. “Tanto para mulheres quanto para os homens, é importante ter os exames cardiológicos, os laboratoriais e os específicos (mamografia e papanicolau para as mulheres; de próstata para os homens). Mas é preciso levar em conta os fatores genéticos e iniciar os exames precocemente quando há casos de doenças na família”, afirma a médica.

Para as crianças, Georgia reforça a importância de se seguir o calendário de vacinas. E não é só isso. No caso do Vera Cruz, as orientações são repassadas desde antes do nascimento do bebê para as gestantes que participam do Projeto Nascer, com foco instrutivo e preventivo. “Logo após o nascimento, o bebê passa pelos testes do pezinho e de audição e recebe a vacina contra hepatite B. Depois, é importante fazer a puericultura, que é a consulta mensal para avaliação de peso, altura, desenvolvimento neuropsicomotor e os cuidados com a alimentação da criança”, observa.

“É claro que doenças podem surgir a qualquer momento, seja por contágio ou por predisposição. Então, o melhor é ter hábitos saudáveis e não descuidar. Muitas doenças em pessoas com carga genética podem ser evitadas, como as cardiovasculares e até o diabetes”, reforça.

Prevenção não tem idade

 

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A importância da prevenção é tão grande que vai além dos consultórios médicos e levou a Unimed Campinas a investir em projetos que envolvem toda a comunidade. O programa Saúde Toda Vida, desenvolvido pela cooperativa, é dirigido a pessoas acima de 55 anos. Entre as atividades realizadas no Clube Fonte São Paulo estão biodança, alongamento, dança, teatro, exercícios aeróbicos, bailes, coral, artesanato, aulas de reciclagem de português, filmes, palestras de educação em saúde com temas próprios para a idade, apresentações artístico-culturais, ginástica adaptada e oficinas de contação de histórias, memória e moda e beleza. Para este ano, a novidade é um curso de inclusão digital para idosos.

O programa, que teve início em 1999, já rendeu à Unimed Campinas o título de Empresa Amiga do Idoso e o Diploma do Mérito Herbert de Souza – Betinho, conferidos, respectivamente, pelo Conselho Municipal do Idoso e pela Câmara de Campinas.

O ponto forte do Saúde Toda Vida é a medicina preventiva. Porém, a ação social vai muito além. Com foco na integração e na socialização, há o resgate da autoestima, e a saúde do corpo e da mente ficam em dia, uma vez que os participantes se envolvem na busca pela melhora de sua qualidade de vida.

O programa Saúde Toda Vida atende 250 pessoas e é gerido pelo Departamento de Serviço Social e coordenado pelo Comitê de Responsabilidade Social da Unimed Campinas. Este ano, as atividades do programa serão retomadas na próxima terça-feira, com o Baile de Carnaval e roda de samba.

O maior risco

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As doenças cardiovasculares são as que representam o maior risco para a população, pois são as que mais levam à morte no mundo todo. Prevenir, então, é essencial. O médico cardiologista da Clínica Cárdio Cirúrgica de Campinas, Maurício Marson Lopes, que é professor de cardiologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), diz que foi a partir da década de 60 que se passou a compreender melhor os fatores que levam as pessoas a desenvolverem doenças cardiovasculares, especialmente a aterosclerose (depósito de gordura nas artérias).

“Um importante estudo feito na cidade norte-americana de Framingham e outras pesquisas realizadas posteriormente evidenciam que a presença de hipertensão arterial sistêmica, elevados níveis de colesterol sanguíneo, tabagismo, diabetes mellitus, obesidade e baixa atividade física, além de alterações emocionais como estresse e depressão, se relacionam com o risco elevado de doença aterosclerótica e, portanto, probabilidade maior de enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral”, alerta.

Ele diz que fatores modificáveis de intervenções no estilo de vida e medicamentos são alvos para reduzir os riscos. Cada intervenção deve ser feita com apoio de profissionais para permitir uma adequada estratégia a ser seguida. “O abandono do hábito de fumar, por exemplo, é fundamental e pode ser conseguido com apoio de alguns medicamentos e acompanhamento psicológico”, observa.

O médico lembra, ainda, que a prevenção de eventos cardiovasculares deve considerar o risco de cada pessoa, propondo, assim, modificações em hábitos alimentares, maior atividade física e mesmo intervenções medicamentosas quando os riscos estimados se mostram elevados. “Dispomos hoje de ferramentas clínicas que nos permitem estimar o risco de o paciente apresentar eventos cardiológicos, como o enfarte. Essas ferramentas baseiam-se na análise da pressão arterial do paciente, níveis de colesterol sanguíneo, idade, tabagismo e diabetes”, lembra. Uma vez definido o risco, alguns exames podem auxiliar o médico na melhor precisão dessa estimativa.

“Vale lembrar que mais importante do que realizar exames, é fundamental aderir a um estilo de vida adequado. As doenças cardiovasculares são problemas relacionados a herança familiar e ao estilo de vida. Entender qual o risco e como reduzi-lo é fundamental para evitar ocorrências de problemas tão sérios”, enfatiza.

Medicamentos podem ajudar

 

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É claro que o uso de medicamentos e cosméticos contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas, é necessário que a manipulação dos princípios ativos de cada fórmula seja precisa para garantir a satisfação nos resultados. A Siafarma Farmácia de Manipulação e Homeopatia conta com 28 anos de experiência no mercado de Campinas com manipulação de fórmulas (fitoterapia, alopatia, hormônios bioidênticos, ortomolecular, florais, homeopatia, aromaterapia, veterinária, odontologia e dermatologia) em cápsulas revestidas, xaropes e soluções nasais, além de xampus, condicionadores, protetores solares e cosméticos.

“Ter o privilégio de viver no século 21 é respeitar a individualidade de cada ser humano com medicamentos simples de insumos naturais. Equilibrar o nosso organismo com produtos biologicamente corretos, optando por tratamentos menos agressivos, sem efeitos colaterais e que possibilitem a reposição e a harmonização de todas as forças vitais. Esse é o nosso papel”, diz Heidi Campos, farmacêutica responsável da Siafarma.

Assim ela manipula todos os princípios de cada produto que a farmácia coloca nas vitrines. É claro que alguns produtos vendidos no local são de outras empresas, mas tudo é certificado e garantido. “Temos que despertar a consciência da necessidade de prevenção na juventude para gerar um envelhecimento com aumento de expectativa de vida saudável”, ressalta Heidi. Ela observa também que é preciso buscar, acima de tudo, a qualidade.

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Vilma Gasques - Especial para Metrópole