Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 14h19

Por Raysa Figueiredo / Especial para a AAN

Especial Saúde, Beleza e Bem-Estar

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Especial Saúde, Beleza e Bem-Estar

Estudo realizado recentemente na Noruega aponta que os adolescentes que passam muito tempo em frente à tela da TV, do computador, do tablet, do celular ou de videogames dormem menos horas e têm mais dificuldade para adormecer. O problema aumenta no caso dos que utilizam os eletrônicos antes de deitar, segundo a pesquisa. E piora ainda mais entre aqueles que usam vários aparelhos ao longo do dia – esses apresentam mais dificuldade para pegar no sono e dormem menos do que os demais. Para os cientistas, a hipótese é de que as telas estimulam o sistema nervoso e que a luz emitida pelos equipamentos atua sobre o biorritmo, com efeitos negativos sobre o período de descanso.

 

Foto: Istock

Outro estudo, desta vez realizado em Washington, nos Estados Unidos, afirma que para dormir bem e ter uma noite tranquila de sono é melhor ler um livro impresso do que um e-book – aqui, mais uma vez, o prejuízo ao sono se deve à luz azul dos eletrônicos. A pesquisa constatou que indivíduos que utilizavam tablets levavam mais tempo para dormir, tinham menos sono à noite e menor produção de melatonina, substância indutora do sono. Com isso, o ritmo circadiano (relógio biológico interno) se atrasava e essas pessoas estavam menos despertas no dia seguinte do que as que leram livros impressos.

Tais conclusões reforçam a necessidade de uma boa noite de sono para uma vida saudável. Mas, e quando o inimigo na hora de dormir acaba sendo você mesmo? Para ajudar os pacientes a terem noites mais tranquilas, a clínica fonoaudiológica Academia do Ronco previne e trata roncos leve e moderado por meio de exercícios que visam o fortalecimento das musculaturas facial (lábios, bochechas e pescoço) e intra-oral (língua, palato mole e úvula). Não invasivo, o tratamento é baseado em exercícios fáceis de fazer e que dispensam o uso de aparelhos. O resultado é visível em poucas semanas.

 

Foto: Giancarlo Giannelli/Especial para AAN

A Academia do Ronco atua, ainda, na prevenção da apneia obstrutiva do sono (paradas momentâneas da respiração durante o descanso), por meio de exercícios que também melhoram a articulação da fala, o funcionamento da deglutição e a tonificação da face. “Na presença do ronco, o paciente deve agendar uma avaliação fonoaudiológica. É importante que ele realize exames otorrinolaringológico e polissonográfico e os apresente na avaliação para a verificação dos resultados e direcionamento do processo terapêutico mais adequado”, explica a fonoaudióloga da clínica, Paula Brito.

Foto: Giancarlo Giannelli/Especial para AAN

“A polissonografia permite a avaliação do sono e, consequentemente, auxilia no diagnóstico de diversas patologias associadas”, reforça o neurologista da Polisono, Bráulio Carvalho Brayner Filho. A realização do exame requer que o paciente durma na clínica, onde tem seu sono monitorado por sensores e equipamentos para análise de parâmetros neurológicos e respiratórios. Os parâmetros neurológicos são aqueles que permitem inferir quanto tempo a pessoa realmente dorme, o número de despertares, se os estágios do sono estão em proporção adequada e se eles se alteram; já os respiratórios possibilitam a avaliação do ronco, da presença de possíveis apneias e se há queda na saturação de oxigênio (quantidade de oxigênio presente no sangue) durante o sono.

 

 

Outro exame detalhado realizado pela Polisono é a eletroneuromiografia, que permite a avaliação de patologias neuromusculares. É útil na investigação de problemas de coluna (principalmente, quando se suspeita de hérnia de disco), polineuropatias (processo inflamatório ou autoimune que acomete os nervos), doenças musculares ou da transição neuro-muscular.

 

 

 

 

 

 

Especial“Durma, em média, oito horas por dia. O sono é fundamental para a produção de hormônios que atuam no bem-estar, como o GH, do crescimento e considerado antienvelhecimento. Uma boa noite de sono atua no reequilíbrio do organismo, melhora o humor, a memória, a sensação de bem-estar e o condicionamento físico, além de reduzir a ansiedade, a pressão arterial e os batimentos cardíacos.” Flávia Silva Mothé, cardiologista responsável pela Enfermaria de Cardiologia do HMCP

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Raysa Figueiredo / Especial para a AAN