Publicado 26 de Fevereiro de 2015 - 19h05

O ano é de mudanças na Band e, a maior delas, o CQC, está prestes a ir ao ar. Com estreia marcada para o dia 9 de março, às 22h45, o programa, que por anos foi o carro-chefe da emissora, mas perdeu audiência vertiginosamente, chega com a difícil missão de reconquistar o público sem sua maior estrela, Marcelo Tas. Para isso, a 8 temporada do humorístico contará com o ex-global — e ex-substituto da mais visada apresentadora da Globo do momento, Fátima Bernardes — Dan Stulbach à frente da atração.

“Ideologicamente falando, foi um passo muito bacana que dei, que tem me feito muito bem. E isso se dá principalmente porque eu não tenho como responder, por exemplo, onde isso vai dar. Eu não sei como vai ser, não sei até quando será, mas tudo tem sido tão incrível, que tem valido muito a pena”, afirma o apresentador. “O encontro desses caras é mágico. Tenho me encontrado com a galera, com os diretores, com a produção, eu quero saber o que eles fazem, como funciona, tudo, porque eles fazem há muito tempo e fazem bem. E eu trago para somar as minhas experiências, como apresentar o Encontro, o Saia Justa (Verão, no GNT), ou mesmo meus programas de rádio, e as ideias que eu tenho. Eu realmente acredito em tudo isso aqui e vou lutar para fazer um excelente trabalho”, completou.

Marco Luque, o único remanescente na bancada e na atração desde 2008, afirma que as mudanças são positivas porque vão trazer novas oportunidades para ele, como “poder finalizar um pensamento por completo, com começo, meio e fim”, brincou. “Falando sério, eu acredito que me mantive na bancada há tanto tempo porque vejo que é um trabalho cristalino, homogêneo, que venho fazendo ao longo dos anos. Estou sempre à disposição da produção, dos chefes, até porque é um trabalho que me anima de verdade, eu realmente chego para gravar feliz. Talvez seja isso que tenha me mantido há tanto tempo no CQC. Ou talvez o negócio seja dar respostas vazias, sem muito conteúdo, assim você não corre o risco de ser queimado”, brincou novamente. Rafael Cortez retorna ao CQC depois de ficar dois anos na Record e completa a bancada.

O diretor-geral de conteúdo da Band, Diego Guebel, não esconde que o CQC precisava se renovar e que, por isso, 2015 será um ano de mudanças e testes, não apenas no elenco, mas nos quadros, vinhetas e até identidade visual. “O Pânico se renovou e você vê que está melhor. Isso acontece muitas vezes porque você troca o pessoal e em outras porque mudou o conteúdo. A audiência é o reflexo do que está no ar, então mudanças são sempre necessárias. Você pode ter o interesse em contar uma história boa, mas que interessa para poucos, então você não conta. Não se faz um programa para ter sucesso, um programa só existe se você tem alguma coisa interessante para contar, e nós temos muitas ainda para contar”, disse.

Guebel se espelha nas versões de outros países, em que mudanças foram necessárias para que a produção continuasse viva. “Não há formula fechada, tudo pode acontecer. É muito mais fácil manter um produto que já está na grade, renovando-o, do que tentar emplacar um novo. O CQC na Argentina durou 16 anos, passou por quatro canais e teve diversas alterações, inclusive de apresentadores. Na Itália, o programa durou 20 anos. Tudo é uma questão de adequar, inclusive na grade.”

Novos quadros

Entre os quadros que estreiam, o público poderá ver os dois novos integrantes “de rua” do CQC, Juliano Dip e Erick Krominski (que se juntam a Maurício Meirelles e Lucas Salles), tentando entrar para o Guinness Book em Desafio dos Novos Repórteres. O programa promete colocá-los em situações bastante arriscadas e surpreendentes para, quem sabe, alcançar o objetivo. Há também SAC - Serviço ao Consumidor, quadro que vai mostrar como agem — ou deixam de agir — os prestadores de serviço no Brasil.

Confrontar políticos — exatamente o que deu fama ao CQC — é um dos destaque da pauta do programa em 2015. Desta vez, em Choque de Realidade, os repórteres terão a missão de tirar prefeitos, vereadores, deputados e senadores de seus gabinetes e levá-los para as ruas, afim de colocá-los cara a cara com a população. Além disso, a ideia é que os políticos vivenciem o dia a dia de pessoas comuns, como andar de ônibus, ir ao posto de saúde e frequentar uma escola pública.